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A Revista Bravo em Alemão foi um forte caso de sucesso nos anos 80, tanto em Portugal como no Brasil, onde a mesma era comprada por jovens estudantes ávidos de material para decorar os seus cadernos e quartos. Afinal a mesma era comprada pelas fotos, posters e autocolantes que trazia no seu interior e não pelas suas reportagens.

Normalmente era sempre uma rapariga que comprava a revista, afinal a maioria das capas traziam ídolos masculinos do cinema, televisão e música da década de 80 e elas suspiravam ao comprar esta revista e tratavam logo de a esventrar para decorar um dossier, um caderno ou uma parede de quarto. Era encontrada facilmente nas bancas, muitas papelarias encomendavam mais que um exemplar, especialmente aquelas que ficavam no caminho para uma escola qualquer.

Eu imagino sempre as reacções dos donos das papelarias, devem ter recebido esta revista uma vez por engano "pff uma revista em Alemão? Como raio vou vender isto" e de um momento para o outro tornou-se um dos maiores best sellers de várias papelarias por esse País fora.

A revista existe desde 1956, e teve na sua primeira capa a actriz Marilyn Monroe, mas com o tempo a revista começou-se a dedicar aos ícones adolescente e a preocupar-se com o encher o máximo possível a capa dela com todo o tipo de imagem e texto a chamar a atenção para o que vinha no seu interior.

Era um sério caso de caos no design da capa, não se via quase nada, por vezes nem o nome da revista se conseguia ler, era tudo ali imagens umas em cima das outras. Tudo com os ídolos adolescentes do momento, uns que ainda não eram bem conhecidos do público mas que a revista ajudou a popularizar colocando eles na capa ou em posters no interior.

Sim, porque para além das fotos e autocolantes que trazia, vinham sempre uns posters que podíamos colocar na parede e assim termos o nosso ídolo mais perto de nós.

Take That, Madonna, Michael Jackson, Michael J Fox, Modern Talking, Samantha Fox, todos abrilhantaram as páginas da revista que faziam sucesso no recreio e nos pavilhões onde várias alunas (e alunos) se reuniam a folhear umas páginas numa língua completamente estranha e desconhecida para nós.

Quem comprava ou colou material da revista bravo nos cadernos? A revista ainda existe, até há (ou houve) uma edição nacional, mas está longe do frenesim que provocava em plenos anos 80 por essas escolas no Brasil e em Portugal.


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