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Nos anos 80 era comum existirem séries no horário nobre da RTP, e muitas vezes nem as podia ver já que estava já na hora de me deitar, mas em algumas noites conseguia apanhar um bocado dessa série e ficar interessado na mesma. Modelo e Detective foi uma dessas séries, uma comédia que nos deu a conhecer aquele que se viria a tornar uma estrela dos filmes de acção, o Bruce Willis.

Modelo e Detective (Moonlighting no original e A Gata e o Rato no Brasil) teve 5 temporadas entre 3 de Março de 1985 e 14 de Maio de 1989, com 84 episódios que ajudaram a consolidar e lançar as carreiras de Bruce Willis e Cybill Shepperd. É considerada a primeira série do género Dramedy (Comédia e Drama), com 84 episódios a mostrarem uma comédia que tinha cenas de acção que ajudaram a mostrar o talento de Bruce Willis nesse tipo de personagem.

Foi transmitido pela RTP a um dia qualquer da semana na segunda metade da década de 80, na sua versão original e com legendas em Português tendo algum sucesso entre o público Português, juntamente com outro clássico da altura do horário nobre da RTP, Os Soldados da Fortuna. No Brasil fez um enorme sucesso na sua versão dobrada e com um nome muito caricato, A Gata e o Rato, apesar de assim como o nome Português se adequar bem ao que acontecia no decorrer da série.


Afinal era a relação entre os 2 protagonistas que tornaram o programa um sucesso junto do público, e ainda hoje é considerada uma das melhores séries de sempre e eles um dos melhores casais da Televisão. Existia sempre uma tensão romântica e até sexual entre os 2 actores, e os diálogos ajudavam a isso sempre com algum humor à mistura.

A série mostrava como a ex-Modelo Maddie Hayes (Cybill Shepperd) dava a volta à sua vida depois de ir à falência e como começou a olhar melhor para algumas empresas que detinha, como a agência de Detectives chefiada por David Addison (Bruce Willis) que não dava muito lucro mas que o detective conseguiu dar a volta à modelo para continuar com ela aberta que as coisas iriam mudar.

Para além destes dois, o programa dava destaque ainda a Agnes DiPesto (Allyce Beasley), a recepcionista tímida e leal e a Herbert Viola (Curtis Armstrong), um temporário algo desastrado que acaba por ganhar um espaço próprio na agência e a uma relação com Agnes. Isto foi usado pelos argumentistas como forma de dar mais destaque aos dois e a evitar a tensão que existia no estúdio devido à má relação pessoal entre Willis e Shepperd, que começava também a notar-se na química entre os 2 no pequeno ecrã.


A Fantasia era algo comum nesta série, vários episódios foram produzidos de forma elaborada para representar uma fantasia com o elenco do programa. Para além disso era também comum o quebrar da barreira com o público, várias vezes fazendo alusões à vida pessoal do elenco, de problemas com a produção ou canal, etc.

O tema de Al Jarreau tornou-se um hit, e ajudou e muito ao sucesso do seriado, adequava-se na perfeição ao espírito que se queria transmitir, algo leve e descontraído. Uma pena que o mesmo não acontecia nos bastidores da série, os problemas entre os protagonistas davam azo a muitas discussões que provocavam mau estar no elenco e algumas más decisões dos argumentistas não ajudaram muito às audiências.

Quando os dois protagonistas consumaram a relação a coisa piorou, e o facto de Willis estar mais preocupado com a sua carreira cinematográfica e Shepperd com o nascimento dos seus 2 gémeos, foi natural que o cancelamento da série fosse inevitável.

Mesmo assim marcou uma época na televisão e muitos de nós continuamos a recordar com saudades as peripécias deste casal na sua agência de detectives.





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