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Todos nós lembramos com saudades alguns dos desenhos animados transmitidos pela RTP na década de 70 e 80, eram programas cheios de carisma e personalidade (como a Heidi ou o Marco) e foi um pequeno Vicking que começou isto tudo, foi o Vickie que iniciou esta safra de desenhos animados que nos alegraram a infância e nos marcaram para sempre.

Vickie, o Viking (Wickie, o Viking), era baseado numa série de livros infantis do autor sueco Runer Jonsson, tendo sido adaptado para televisão por um estúdio de animação japonês, sendo produzida entre 72 e 74 com o apoio de um canal Austríaco e transmitida depois por vários canais Europeus. Por cá a RTP transmitiu isto na sua versão Alemã e com legendas em Português em 1974, sendo que apenas o genérico tinha dobragem Portuguesa e que fez muitos vibrarem com a simplicidade da letra e do refrão e o cantarem vezes sem fim.

Como tantos outros. foi repetido algumas vezes nos anos 80, chegando assim a uma outra geração que também vibrou com as aventuras deste pequeno Vicking. As coisas quando são boas são intemporais, e por isso mesmo quando a TVI transmitiu isto quase no final da década de 90, foi normal que fizesse de novo algum sucesso e que cativasse mais uma geração de crianças.

Vickie era um menino muito alegre e com uma grande energia, filho de Halvar (chefe da aldeia viking de Flak) e Ilda. Desde cedo que ele mostrava toda a sua astúcia e inteligência, começando a acompanhar o pai e os seus guerreiros em algumas das suas expedições e aventuras, isto porque sempre que uma situação se apresentava complexa e de difícil resolução para o seu pai e para o resto dos vikings, ele pensava, pensava, ...esfregava o nariz e a ideia surgia-lhe.

Assim o episódio acabava sempre bem para contentamento da sua mãe, que não via com bons olhos estas suas expedições junto dos outros Vickings.

A série era recheada de personagens carismáticas, como o bom gigante Fax, o músico Ulme, com a sua inseparável harpa, o alegre Gorm, os inseparáveis e casmurros amigos Snorre e Tjur ou a amiga de Vickie, Ilvy. Isto para não falar do seu pai, Halvar, um chefe terrível e fanfarrão mas que no fundo era um coração mole, que se metia em muitas trapalhadas que o seu filho tinha depois que tentar resolver.

Foram 78 episódios de 23 minutos, que foram um sucesso tremendo por cá e deram origem ao típico merchandising como os bonecos de PVC ou as cadernetas de cromos da Disvenda. Já houve inclusive uma longa metragem feita por actores de carne e osso, sem muito sucesso, e fala-se da possibilidade de se realizar um filme de animação baseado nesta personagem carismática.

Hei Hei Wickie,
Hei Wickie hei,
Levanta bem a vela,
Hei hei Vickie,
Hei Vickie hei,
No alto mar navega.
Nananananananananananana WICKIE!

O lobo mau o faz tremer,
A tempestade ele receia,
mas no final sempre terá,
Uma feliz ideia!

Hei Hei Wickie,
Hei Wickie hei,
Levanta bem a vela,
Hei hei Wickie,
Hei Wickie hei,
No alto mar navega.
Nananananananananananana WICKIE!









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