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Michele Alboreto é mais um daqueles nomes que recordo com saudades dos tempos em que via Fórmula 1 regularmente, foi um daqueles pilotos que marcou a década de 80, principalmente no período em que esteve ao volante de um Ferrari. Apesar de só ter tido uma temporada ao mais alto nível, o piloto Italiano ficou no coração de muitos pelo seu estilo de condução e maneira de ser.

Nascido em Itália a 23 de Dezembro de 1956, Michele Alboreto começou a conduzir em competições num carro construído por si e pelos seus amigos, começando depois uma ascensão rápida pelos diferentes escalões do automobilismo até chegar à Fórmula 1. Venceu um campeonato na Fórmula três, e foi isso que lhe deu um bilhete para a Fórmula Dois (ao volante de um Minardi), onde teve algum tempo até assinar contrato com a Lancia para entrar no campeonato de carros desportivos e competir em provas como as 24 horas de Le Mans.

Em 1981, aos 24 anos, ingressou na Fórmula 1, conduzindo um Tyrell-Cosworth verde com o qual conseguiu em 1982 o primeiro lugar no Grande Prémio de Las Vegas e terminando a temporada no oitavo lugar do Mundial de Pilotos. Em 1983, apesar da vitória no Grande Prémio de Detroit, não conseguiu muitos mais pontos, acabando o campeonato num 12º lugar, o que não impediu a Ferrari de o contratar e levá-lo assim para uma Escuderia que lutava pelos lugares cimeiros.


Alboreto venceu um grande prémio logo na sua época de estreia, algo que não era conseguido por um piloto Italiano ao serviço da Ferrari desde 1966, ele que já se tinha tornado o primeiro piloto Italiano dos Tifossi em mais de uma década, continuando essa temporada a um bom nível apesar de não ter vencido mais nenhuma corrida.

Mas foi em 1985 que Alboreto ficou na boca de todo o mundo, com uma temporada fantástica vencendo dois grandes prémios e terminando no segundo lugar do Mundial de Pilotos (que Prost venceu) e muitos consideraram ele o maior rival do Francês nesse campeonato, e que só não deu mais luta devido aos problemas da Ferrari que fez com que ele não conseguisse terminar as últimas cinco corridas da temporada.

O ano seguinte ainda foi pior, com os erros mecânicos a custarem caro à escuderia, levando ao abandono do Alboreto em 7 corridas da temporada fazendo com que fosse um campeonato para esquecer. Em 1987 a contratação de Gerhard Berger fez com que Alboreto perdesse o estatuto de primeiro da equipa, e levando a com que os Tifossi não renovassem com ele em 1988, levando assim ao fim uma relação que durou 80 Grandes Prémios (um recorde nessa altura).



Depois de negociações falhadas com a Williams (que lhe ofereceu um lugar, mas retirou essa proposta à última da hora deixando-o com poucas opções de escolha), foi a Tyrell que lhe ofereceu um lugar, muito com a ajuda do patrocinador de Alboreto, a Marlboro.

Aos 32 anos o piloto encontrava-se longe da forma física ideal, e entrou na década de 90 ao volante de equipas menores como a Arrows (Footwork), Italia e Minardi que não o ajudaram em nada com carros que eram pouco fiáveis e davam constantes problemas mecânicos. Em 1994 num grande prémio de Ímola, que já estava assombrado pelas mortes de Senna e Ratzenberg, Alboreto tem um incidente aparatoso onde a sua roda direita voa em direcção às box's causando alguns acidentes entre vários mecânicos e membros das equipas.

O piloto Italiano voltou aos carros desportivos e a provas como as 24 horas de Le Mans, conseguindo vencer esta prova em 1997 e ajudando-o a competir ao mais alto nível até à sua morte em 2001, ao volante de um Audi r8 num acidente aparatoso. Alboreto teve morte imediata, morrendo assim fazendo aquilo que mais gostava e deixando saudades entre os fãs do desporto automobilístico.








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