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O Zé Colmeia (Yogi Bear) era uma das minhas personagens preferidas da Hanna Barbera, gostava da sua atitude positiva e dos seus esquemas para conseguir as cestas de piquenique pelas quais tanto ansiava. Seguia a linha de outras personagens do estúdio, com um parceiro baixinho que o seguia fielmente e a desafiarem constantemente a autoridade.

Eu conheci primeiro a personagem pelas histórias em quadradinhos, da editora RGE, e só mais tarde apanhei o desenho animado na Televisão. Isto porque cá em Portugal ele dava apenas ocasionalmente, muitas vezes como tapa buracos (como tantos outros da Hanna-Barbera) mas no Brasil foi sempre um sucesso com a típica dobragem Brasileira que dava ainda mais charme à personagem.

Zé Colmeia é um urso antropomórfico, conhecido por usar um chapéu e uma gravata verde que adorava roubar comida dos visitantes do parque Jellystone (a imitar os parques Yellowstone), onde vivia com o seu parceiro e amigo Catatau (Boo Boo). Foi criado em 1958 por William Hanna e Joseph Barbera, aparecendo como personagem secundário nos desenhos animados do Dom Pixote, onde aparecia num episódio de 6 minutos e meio num dos segmentos do programa.

O sucesso da personagem foi tanto que em 1961 já tinha o seu próprio show, desta vez era ele que tinha personagens secundários em segmentos do seu programa (Snaglepuss e Yakki Doodle) e conquistou o público com os seus planos desvairados para fugir e/ou enganar o Guarda Smith.

Era um desenho animado típico da Hanna Barbera, com as imagens de marca comuns do estúdio (como os mesmos cenários repetidos até à exaustão), bem divertido e sem pretensões a ser um grande programa com grandes histórias e animação fora do comum.

As histórias em quadradinhos seguiam essa linha, tanto quando foram editadas pela RGE, como mais tarde quando foram lançadas pela editora Abril. Lembro-me bem de ser um dos meus pedidos habituais nas visitas às papelarias com o meu pai, esperando assim que ele me comprasse uma para que eu me mantivesse quieto e calmo. Devido a serem normalmente muito baratas, era comum esse pedido ser acedido.

Ria-me sempre com os esquemas absurdos que ele elaborava para ou roubar uma cesta de piquenique ou conseguir comida de graça, dentro ou fora do parque. O desenho animado durou bem até a década de 90, com diferentes encarnações ao longo dos anos, ao contrário da BD que deixou de ser editada e publicada por muita pena minha. Há pouco tempo saiu um filme baseado na personagem, e até é bastante engraçado e fiel ao espírito do programa idealizado nos anos 60.

Para mim uma das melhores personagens deste estúdio, e ainda hoje me consigo rir com as suas peripécias.

















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