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Tínhamos grandes marcas de achocolatados na nossa Infância, e uma das de maior sucesso era a Toddy. Para além do bom sabor a chocolate, tinha as vantagens de trazer brindes que dava para a malta se divertir bastante com eles.


A Toddy foi fundada em 1930, pelo Porto-Riquenho Pedro Santiago, combinando as características de duas bebidas: da escocesa Toddy, à base de gema de ovo, mel, creme de leite e uísque e da caribenha Rum Toddy, à base de cacau, melaço de cana e rum.


Em 15 de março de 1933, Pedro Santiago obteve licença do governo provisório de Getúlio Vargas para comercializar o produto no Brasil. A aposta foi em grande, chegando a contratar aviões para escreverem em fumaça no céu o nome do produto, publicitando-o pelos céus do Rio de Janeiro. A marca começou a fazer sucesso e conseguindo ganhar terreno a marcas já implementadas no mercado como a Nescau, não faltou muito para que o Toddy marcasse presença nas mesas de todo o Brasil.

Nas décadas de 50 e 60 chegou ao nosso País, depois de também ser um sucesso nos Estados Unidos e alguns Países na Europa, e também começou a ganhar terreno e a ser um sucesso nas mesas do Pequeno Almoço. Até 1962, o produto era comercializado em latas, que para serem abertas era necessário utilizar uma espécie de chave, mas a marca revolucionou o segmento quando passou a comercializar o produto em potes de vidro.



Em 1981 a marca americana Quaker Oats tomou conta do produto, promovendo uma grande reformulação da marca e das suas embalagens, que passaram a ser de plástico, muito mais seguras e higiénicas mas mantendo o gosto característico deste achocolatado.

No ano seguinte veio outra grande mudança, com a introdução do TODDYNHO, o primeiro leite aromatizado num pacote pronto para beber do Brasil, que logo se transformou em sucesso absoluto junto da criançada. Assim eles podiam levar o leite para todo o lado, desde o recreio escolar às brincadeiras na rua. Por cá também tínhamos mudanças, desde o Toddy Pronto ao Toddy para barrar.



Outra coisa que fazia sucesso por cá (não sei se no Brasil também havia brindes), eram os brindes de oferta nas latas. Um dos de maior sucesso foi o brilhante mas simples Toddycopetro (só o nome era genial) que consistia num pequeno pau com umas hélices em que friccionávamos com as duas mãos e o fazíamos voar. Outro brinde de sucesso foi este de futebol que mostro aqui nesta imagem tirada do blog Santa Nostalgia.

No Brasil sei que o maior sucesso era mesmo do Toddynho, que marcou toda uma geração e encantou a criançada com uma mascote simples mas ideal para a faixa etária pretendida, tratado como um companheiro de aventuras, um amigo imaginário para as crianças. Ajudou o facto de ser disponibilizado em outros sabores que fizeram sucesso, como o de Morango, ou o de campanhas fortes publicitárias como a da personagem num rio de chocolate.

A marca foi sempre conhecida pelo seu logo, com umas letras estilizadas, que apesar da modernização ao longo dos anos manteve sempre o mesmo charme e design. Com a compra da companhia pela Pepsi Co em 2001, existiram algumas mudanças na fórmula e houve um expandir da marca para outros produtos que ainda não eram comercializados.

Nunca fui grande fã de pós de chocolate para leite e afins, mas lembro-me de beber e gostar mais do Toddy do que do Cola-Cao por exemplo.







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