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A brincadeira do Quarto Escuro é daquelas brincadeiras imortais que atinge duas faixas etárias, a infantil e a juvenil. Cada uma delas encara a brincadeira de forma diferente e por isso a mesma pode continuar na nossa vida em diferentes etapas da mesma.

Nos anos 80 uma festa de aniversário infantil era quase sempre na casa do aniversariante, e dependendo do tempo lá fora, de haver ou não quintal e de haver ou não mais que um quarto, uma das brincadeiras certas de acontecer era a do Quarto escuro. Era uma brincadeira simples e inocente, entrávamos dentro do quarto, apagava-se a luz e depois entrava uma pessoa de olhos fechados, fechava a porta e tinha que tentar nos encontrar e nos reconhecer mesmo às escuras.

Gerava sempre algumas gargalhadas e alguma confusão, mas tudo se resolvia e era uma brincadeira que se repetia constantemente. A dada altura íamos entrando na adolescência mas a brincadeira continuava a ser comum em alguns encontros entre rapazes e raparigas, mas agora já tinha outra conotação, o rapaz tentava sempre aproveitar para se roçar e/ou apalpar uma rapariga. Gerava muito mais confusão do que a sua versão infantil, mas gerava as mesmas gargalhadas.

Quando só havia rapazes esta brincadeira também podia ser jogada, apenas se juntava um pouco de violência à mesma e era comum acabar com moches a torto e direito e pontapés e murros para tentar reconhecer a outra pessoa. Era portanto um Quarto Escuro que podia acabar com nódoas negras...







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