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Já tinha falado aqui do desenho animado Era uma vez a Vida, mas antes desse já tinham sido produzidas duas séries com as mesmas personagens e que tiveram também algum sucesso no nosso País. Hoje falarei da segunda série, ambientada no espaço sideral e chamada por cá de Era uma vez o Espaço.

Esta série tinha um aspecto muito diferente se comparando com as outras duas congéneres, enquanto o Era uma vez.. o homem e o Era uma vez.. a vida assentavam numa forte componente educativa, este entrava por uma componente mais dramática e de aventura, apostando mais na componente diversão.

O criador era o mesmo, o Francês Albert Barillé, que idealizou 25 episódios que foram produzidos pela produtora Procida em 1982, e que foi transmitida pela RTP em 1984 numa versão dobrada em Português e que nos surpreendia logo com a espectacular música do genérico.


A excelente banda sonora de Michel Legrand ajudou a que as aventuras no Espaço fossem mais emocionantes, e a versão Portuguesa da música do genérico dava um ar grandioso à coisa e nos deixava entusiasmados logo no começo.

A história mostra-nos as aventuras de Pedrito e da sua amiga Psi (Margarida Rosa Rodrigues), que eram uns novatos na Polícia de Omega que era chefiada pelo pai de Pedrito, o Coronel Pedro (Virgílio Castelo).

As personagens da primeira série apareciam aqui, adaptadas a novos papeis de acordo com o espírito de ficção científica do programa (assim como mais tarde foram adaptadas a personagens do corpo humano), o que ajudava a cimentar o interesse dos fãs e o sucesso da franquia que se multiplicava pela venda de revistas, cadernetas e diverso merchandising.

Havia portanto ainda o famoso Mestre (Canto e Castro), o "robô" Metro (Teresa Madruga) e o Comandante Ruivo (Orlando Costa) na parte dos bons e o Coronel Velhaco (Canto e Castro) e o Nanico (António Feio) no lado dos vilões.

Muitos confrontos entre várias civilizações, sendo que a Terra fazia parte de uma confederação que ajudava a proteger as pessoas das investidas do Coronel Velhaco e das suas tropas. Existia na mesma algum humor, típico nestas produções do Era uma vez.., mas esta série primava mais pela acção e a aventura.

Lembro-me de ver quando repetiu no decorrer da década de 80 (e na de 90 também), mas de não me puxar tanto o interesse como as outras duas, que curiosamente (ou talvez não) enveredavam por uma componente mais educativa, que nos ajudava a aprender coisas ao mesmo tempo que nos divertíamos.






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