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Jesus Cristo Superstar era um dos musicais que a RTP costumava transmitir regularmente no Natal e na Páscoa, uma obra de sucesso de Tim Rice que se centrava na relação entre Jesus Cristo e Judas.

O filme é baseado no musical da Broadway de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, que retrata as lutas politico e sociais de Judas e Jesus. A trama assenta na última semana da vida de Cristo, desde a chegada a Jerusalém à sua crucificação e durante todo o filme a coisa é abordada de uma forma moderna, desde a gíria aos cenários, passando pela roupa e pelos diálogos que continham críticas políticas actuais.

O filme deu várias vezes durante a década de 80, e quase sempre era ignorada pela minha pessoa como boa criança que era que preferia brincar invés de ouvir e ver musicais. Uma dessas vezes o filme teve direito a capa de K7 da TV Guia, e a minha mãe tinha-me pedido para gravar ao que eu acedi e fiquei então com mais atenção ao filme de modo a pausar nos intervalos. A verdade é que acabei por gostar um pouco do filme, era algo maçador mas tinha os seus momentos e fiquei fã de algumas das músicas que animavam o filme.


O filme, assim como o musical, teve sempre envolto em alguma polémica devido a grupos religiosos o criticarem, tanto Judeus como Cristãos.

Durante a primeira parte do filme, Judas é retratado como alguém mais humano, sensível e caridoso que Jesus. Existem várias discussões entre eles e Judas começa a ficar preocupado com o movimento que se começa a desenrolar em apoio de Cristo e na sua relação com Maria Magdalena, uma concubina.

Mas outras pessoas estavam preocupadas com esse movimento, como os alto sacerdotes Judeus e o Império Romano, com receio que as pessoas não aceitassem como Reis os Romanos e sim Jesus Cristo. Devido a cada vez ter mais seguidores, Jesus percebe que afinal eles não entendem realmente o que ele quer e apregoa e nem os seus Apóstolos parecem comungar das suas crenças.

Adoro a cena em que depois de ser preso, levam Jesus a ver Pilatos, que goza com ele numa das músicas mais divertidas do filme e o manda para o Rei Herodes para este decidir o seu futuro. A coisa segue o rumo que todos sabem e depois só voltei a achar piada à parte final do filme, que mostra Judas arrependido com a decisão que tomou de delatar Cristo, e depois da morte embargam num diálogo musical em que Judas questiona porque é que ele não esperou por uma época mais moderna (como aquela) onde podiam transmitir a mensagem via televisão e tudo.

É uma das coisas que mais acho piada no filme, realizado por Norman Johnson, o de ser um filme dentro de um filme e cheio de coisas modernas apesar de passar na mesma na antiguidade. O filme começa com uma carrinha cheia de actores a chegarem a um deserto onde iria ser rodado o filme que depois acabámos por ver como se fosse uma história mesmo. Depois tínhamos coisas como soldados Romanos com metralhadoras, pessoas a tocar pianos modernos, etc.

Acho que é daqueles filmes que todos devem ver pelo menos uma vez.













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