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Adoro filmes com humor non-sense, e Airplane! (Aeroplano em Portugal e Apertem os cintos.. o piloto sumiu! no Brasil) é o melhor filme do género sem sombra de dúvidas. É um festival de gargalhadas do começo ao fim do filme, com uma sequência de cenas hilariantes e um elenco bem divertido.

Em 1980 a dupla de irmãos David e Jerry Zucker, se unem a Jim Abrahams para escreverem e dirigirem um filme que mostraria um grupo peculiar de personagens a bordo de um avião que fica sem piloto e necessita que um ex-piloto cheio de problemas emocionais aterre o aparelho. A Paramount Pictures deu liberdade ao trio e estes não se fizeram rogados, as situações são bem arrojadas e o humor acabou por ser aceite por todos, tornando o filme um sucesso de bilheteira com mais de 83 Milhões de dólares arrecadados apenas na América do Norte.



Ted Striker (Robert Hays) era um ex-combatente de uma guerra (que nunca explicaram qual era), onde apanhou um trauma que o fez ter medo de voar, algo problemático já que é um piloto, e ganhar um "problema com o álcool". Striker tenta reconquistar o seu grande amor, Elaine (Julie Hagerty), que não via desde os tempos na guerra e que a reencontrou agora como assistente de bordo, o que o faz ultrapassar os seus medos e comprar um bilhete para o avião onde ela trabalha. Mas as coisas não correm muito bem, já que ela não se mostra nada interessada em se reconciliar com ele.

De repente muitos dos passageiros ficam doentes após o jantar ter sido servido e é o Dr. Barry Rumack (Leslie Nielsen), que descobre que foi o peixe servido na refeição que está a causar os desmaios. O problema é quando se percebe que o piloto e o co-piloto do avião também ficaram inconscientes, o que deixa o avião sem ninguém para o pilotar e ao contactarem a torre de controle de Chicago numa tentativa de pedir ajuda, recebem instruções do supervisor Steve McCroskey (Lloyd Bridges) para ativar o auto-piloto do avião, um grande bonec0 insuflável chamado "Otto", que os levará até Chicago mas não conseguirá aterrar o avião.


Elaine apercebe-se que Striker era o único piloto a bordo, e como não tinha sucumbido ao envenenamento, tornou-se a única esperança da tripulação para aterrar em segurança. Mas é necessária uma grande conversa com ele, com vários elementos a ajudarem-no a ultrapassar os seus receios e a ganhar a coragem necessária para pilotar o avião.

Adoro os diálogos dos pilotos Clarence Oveur (Peter Graves) e Roger Murdock (Kareem Abdul-Jabbar), assim como as cenas onde Striker contava a sua história aos passageiros que se sentavam ao seu lado e estes matavam-se logo de seguida para não o aturar mais ou as respostas do Doutor que nunca tinham nada a ver com o que falavam com ele.

Continua a ser um dos meus filmes preferidos e uma das melhores comédias de sempre, altamente recomendável para todos aqueles que gostam de bom cinema e de rirem do começo ao fim.




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