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Ainda sou do tempo em que não havia muita variedade de merchandising relacionada com Super-Heróis, por vezes eram só os livros ou a ocasional colecção de cromos ou calendários, e quando aparecia algo novo era normal que as crianças ficassem doidas com esse brinquedo. Era o caso dos bonecos em PVC da Disvenda, ou os da Gulliver no Brasil, simples bonecos estáticos presos numa base mas que nos divertiam imenso e com os quais fingíamos ter grandes aventuras.

No blog http://geracaoheidi.blogspot.pt tive a oportunidade de ver fotos desses bonecos (dos quais cheguei a ter um Homem-Aranha e um Hulk), segundo a publicidade que saiu numa caderneta do Homem-Aranha, eram 20 bonecos (pintados de uma forma bem irregular por vezes) que nos deixavam extasiados com o facto de termos ali os nossos heróis para podermos brincar. Isto tudo foi lançado na década de 70 e ainda havia alguns na década de 80 para o nosso divertimento.

No Brasil havia umas edições do género (dos quais chegaram alguns a Portugal já que tive um Capitão América daqueles) lançados pela Gulliver e que tinham um pouco mais de qualidade do que aqueles da Disvenda. Mas o conceito era o mesmo, um boneco estático numa posição de ataque e colocado numa prancha para ficar em demonstração numa estante qualquer.

Logicamente que muitos de nós brincávamos na mesma com eles, apesar de o único que dava para brincar a sério era o Surfista Prateado (já que era habitual ele estar numa prancha),

A cor nos bonecos da Gulliver eram mais brilhantes, e alguns deles eram iguais aos da Disvenda, enquanto que outros eram personagens diferentes numa colecção e noutra apesar da pose ser a mesma e perceber-se que o molde do boneco também. São bonecos raros hoje em dia, e que atingem bons preços em sites de leilões por pessoas que querem assim recordar um pouco melhor a sua infância. Eu gosto bastante destes bonecos e tenho uma boa lembrança deles, mesmo aqueles da Disvenda que pareciam pintados por crianças de 5 anos.






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