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O filme A Máscara (The Mask) estreou em 1994, baseado numa série de BD da Dark Horse, e foi um estrondoso sucesso lançando para o estrelato nomes como o de Jim Carrey ou de Cameron Diaz. Por cá foi um daqueles VHS míticos que percorria a escola toda e todos riam à grande com o estilo cartoon do filme e com os exageros da actuação do actor principal.

A história mostra Stanley Ipkiss (Jim Carrey), um homem sem muita sorte e que leva uma vida tímida e é constantemente vítima de bullying por parte de todos, desde o seu chefe à sua senhoria. Tinha como amigos apenas o seu cão, Milo, e o seu amigo e colega de banco Charlie Schumaker, apaixonando-se perdidamente pela beldade Tina (Cameron Diaz) que trabalha num bar que pertence a um gangster com o qual ela tem uma relação.

A vida de Ipkiss muda quando este descobre uma máscara de madeira no mar, e percebe que ao colocá-la vira outra personagem completamente desinibida e invencível, que não vê diferença entre o bem e o mal desde que se saia sempre bem. Isto vai começar a trazer-lhe dissabores quando começa a assaltar bancos e a provocar distúrbios colocando a polícia, e especialmente um detective que fica obcecado por Stanley, no seu encalce.

Era complicado não vibrarmos com aquela personagem maluca, ela era muito divertida e tinha super poderes para além que fazia tudo o que lhe apetecia. Para além disso tivemos ainda a oportunidade de ver a máscara na cara de um vilão, mostrando como poderia ser perigosa nas mãos (e cara) erradas e num cão, o que ainda tornou as coisas mais divertidas.

Os efeitos especiais são bem interessantes, e as cenas onde a coisa fica muito à cartoon (com ele a virar um lobo, ou a escapar de balas com a transformação em diversas personagens) são bem feitas e prendiam-nos ao ecrã, deixando o filme com uma boa dinâmica e sem muitos tempos mortos. Mesmo o romance é tratado muito ao de leve, e não há cá momentos que resvalem para a comédia romântica.

O carisma de Carrey era intenso, assim como a beleza e sensualidade de Cameron, e por isso a cena deles a dançarem no bar marcou o filme, com a música a entrar para a história da cultura pop e todos a associarem logo a este filme.

Para além disso as frases da personagem, como "Somebody, stop me", ficavam no ouvido e tornavam-se daquelas frases que eram repetidas pelo pessoal cá fora, depois de se ter visto o filme. Foi um sucesso de bilheteiras, com mais de 119 Milhões arrecadados, e originou um desenho animado e uma sequela cinematográfica. Até me admira com a moda do 3D ainda não se terem lembrado de resgatar este filme, até podia beneficiar um pouco dessa tecnologia.

Continua um filme bastante interessante, quer pelos momentos onde aparece Carrey como a Máscara, quer pelos efeitos especiais.











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