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O Rei Leão (Lion King) é o meu filme favorito (junto com o Godfather) e por isso foi a escolha lógica para o post #200, falar daquele que é para mim o melhor filme da Disney e que foi o maior sucesso de bilheteira (sem contar com Pixar's) da companhia do Rato Mickey.

A Disney estava a ganhar um novo fôlego no começo da década de 90, com uns quantos sucessos de bilheteira e de crítica e com o público a ficar rendido de novo às animações que vinham desta companhia, e por isso esperava-se com alguma ansiedade a estreia do filme no verão de 1994. O filme foi um sucesso completo de bilheteira, fazendo mais de 700 Milhões de Dólares e entrando para o top dos filmes com maior sucesso na bilheteira, e voltou a ser aquando do seu relançamento em 3D em 2011, que fez com que chegasse aos 951 Milhões de Dólares provando a força que ainda tem junto do público em geral e recuperando assim lugares que tinha perdido no top de filmes mais rentáveis de sempre.



Lembro-me quando um amigo meu chegou de Inglaterra com a VHS do filme em questão e me entregou uma cópia, coloquei a passar e desde o começo fiquei completamente rendido ao filme que fiz questão de ver de novo mal o mesmo chegou ao fim. Nesse dia ainda o vi mais 2 vezes nesta versão original, tendo indo ao videoclube comprar a k7 em Português e vendo essa também 2 vezes. Fiquei completamente viciado, adorava as músicas, desde a imponente Circle of Life logo no começo, à fantástica Be Prepared do Scar. Foi a primeira dobragem em Português de Portugal, depois de anos em Português do Brasil, e a mesma saiu muito bem, mas para mim este filme tem que ser visto no original, é um elenco excepcional desde o James Earl Jones ao Jeremy Irons passando pelo Rowan Atkinson, para além é claro das músicas de Elton John e Tim Rice que merecem ser ouvidas em todo o seu esplendor.

Na altura tinha a mania dos desenhos, e fiz o desenho que se encontra aqui ao lado tal a panca que tive com o filme. Sabia algumas falas de cor e chorava sempre que via a cena da morte do pai de Simba e dele a tentar acordá-lo para se irem embora.

O filme tem uma estrutura narrativa muito à Shakespeare, com um cheiro de Hamlet a atravessar o filme (com a história do irmão a tentar ser Rei) e com alguns momentos divertidos pelo meio muito por culpa da dupla Timon e Pumba.

O filme começa mostrando uma quantidade imensa de animais numa planície Africana para prestarem homenagem no nascimento de Simba (Matthew Broderick como adulto e Jonathan Taylor Thomas como cria) filho de Mufasa (James Earl Jones) e Sarabi (Madge Sinclair) e futuro rei de todas aquelas terras.

O problema residia em Scar (Jeremy Irons) irmão de Mufasa, que queria o reino só para ele mas não tinha a mesma força física do seu irmão apesar de ter um intelecto bastante elevado. Ele busca então ajuda junto das Hienas (Whoopi Goldberg, Cheech Marin e Jim Cummings), e juntos colocam em movimento um plano que leva à morte de Mufasa e ao exílio de Simba que foge para umas terras distantes e encontra 2 amigos, uma Suricata de seu nome Timon (Nathan Lane) e um Javali de seu nome Pumbaa (Ernie Sabella) que através da sua filosofia despreocupada da vida (Hakuna Matata) o ajudam a esquecer-se dos seus problemas.

Mais tarde ele é descoberto pela sua amiga de infância, que acaba por ser o seu amor, Nala (Moira Kelly e Niketa Calame) que conta-lhe dos problemas que vivem sobre o reinado de Scar e como ele deve voltar e ajudá-los a sobreviver e a lutar. Depois de pensar no assunto e de ter os conselhos do seu falecido Pai, que surge como uma nuvem no céu, vai até à sua terra Natal junto com os seus novos amigos e retomar o seu lugar devido no trono como rei.

Os momentos com Timon e Pumbaa são bem engraçados, a discussão sobre o que são na verdade as estrelas, ou a sua canção sobre a sua filosofia de vida ganharam uma tal importância que ficaram como duas das maiores personagens do filme, ganhando uma série só delas e tudo.

Os outros momentos de comédia vinham de Zazu (Rowan Atkinson), um pássaro que servia como conselheiro de Mufasa e mais tarde de Simba.

O filme tem cenas extremamente bem animadas e filmadas, seja a sequência da abertura (que ganha outra força com a música Circle of Life) seja a cena que leva à morte de Mufasa ou ainda a luta final entre Simba e o seu tio Scar. Na altura o filme teve um jogo para a Mega Drive, e era bem importante ver o filme antes de jogar, já que tínhamos que saber alguns pormenores para podermos passar de nível.

Apesar da polémica das semelhanças com o anime Kimba the White Lion, o filme ganhou o coração do público e a aprovação dos críticos tornando-se assim um dos maiores sucessos de toda a história cinematográfica, sendo ainda hoje o filme mais rentável de animação feita à mão e apenas suplantado pelo Toy Story 3. Continuo a adorar o filme e a achar ele extremamente bem feito, sendo um dos filmes que mais vi em toda a minha vida.











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