... do Mikado - Ainda sou do tempo

sábado, 22 de setembro de 2012

... do Mikado


Ainda sou do tempo em que os próprios adultos davam às crianças brinquedos que hoje em dia, no meio de toda a preocupação que existe sobre a criança poder-se aleijar, seria impensável de ver à venda ou de ver crianças pequenas a brincar com eles. No entanto nos anos 70 e 80, muita criança recebeu de algum adulto o jogo Mikado, um conjunto de varetas de plástico afiadas que no calor do momento e na mão de um mau perdedor podia ajudar a furar o olho de alguém.

Não ouvi nada sobre casos desses, o que também só abona à minha geração, brincávamos com coisas perigosas mas não nos aleijávamos por aí além. O jogo tem séculos de existência, e na década de 80 estava em grande sendo que a Majora lançava para o mercado uma versão multicolorida de varetas de plástico ou uma versão mais adulta, com varetas de madeira e riscas de cor. O jogo consiste em várias varetas de cerca de 20 cm, podendo ser jogado por 2 ou mais jogadores (normalmente 4) e que consiste em atirar as varetas todas para uma superfície sólida (normalmente jogava isto no chão) de modo a que elas ficassem amontoadas em cima umas das outras e que obrigasse a uma ginástica mental e física para que retirasse uma vareta sem fazer mexer as outras.

Elas tinham diversas cores e cada uma correspondia a um certo número de pontos. Existia uma Branca (MIkado) que era a mais valiosa, 20 pontos, havia 5 Amarelas (Mandarin) que valiam 10 pontos, 5 Azuis (Bonzen) que valiam 5 pontos, 15 Verdes (Samurai) que valiam 3 pontos e 15 Vermelhas (Kuli) que valiam 2 pontos. O jogo foi um dos mais vendidos pela Majora, assim como no Brasil era dos mais vendidos pela Estrela, que produzia o jogo desde 1961 renovando sempre o seu aspecto visual mesmo com a concorrência de marcas mais baratas que fazem várias versões deste mesmo jogo.

Divertia-me muito a jogar isto com os meus primos na casa da minha avó, o chão de cimento era o ideal para agarrar nas varetas e passarmos ali uns bons momentos.