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Na década de 80 os Comboios Eléctricos estavam em grande, não havia uma loja de brinquedos que não tivesse uma pista montada com um andando ali sozinho e a cativar a atenção de toda a criança que ali entrasse. Cá por Portugal este hobbie de comboios eléctricos era mais direccionado às crianças, ao contrário de outros Países, e existiam modelos para todos os gostos e para todas as bolsas.

Tive um dos mais baratos, com uma pista pequena mas com todas as nuances necessárias para me poder divertir, tinha bastantes curvas e trechos onde podia mudar a direcção e o trilho para o qual o comboio se devia dirigir. Não tinha era extras nenhuns, mas isso arranjava-se, umas casas de brinquedo, uns legos ou playmobis para público e umas ervas e pedaços de gravilha para dar um ar mais "rural" aos trilhos e a diversão estava garantida.

O comboio tinha uma locomotiva simples, uma carruagem para o "carvão" e umas 4 carruagens de passageiros onde não conseguia colocar nenhum infelizmente, e nunca percebi porque nem sequer eram capazes de pintar umas cabeças para fingir que as carruagens tinham pessoas lá dentro.

Os comboios sempre foram um meio de transporte com um ar romântico e relaxante, e por mais monótono que fosse o colocar o comboio nos trilhos e vê-lo a andar sozinho pelo mesmo caminho da mesma forma, conseguia sempre ser algo reconfortante e que não me importava de estar ali a assistir a essa monotonia.

Era um dos brinquedos preferidos nos dias chuvosos, apesar de ser um dos mais trabalhosos, implicava estar ali a encaixar trilho atrás de trilho numa superfície lisa e rija (chão) e depois de encaixar a locomotiva com as carruagens e de o colocar a andar por esses mesmos trilhos. Por vezes colocava obstáculos para ver o comboio a descarrilar, mas também isso se tornava monótono e por isso era um brinquedo com pouco tempo de vida.

Mesmo assim diverti-me bastante com o meu comboio e seria algo que não me importava de continuar a fazer em pistas cada vez mais elaboradas.






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