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Em época de regresso às aulas, lembro-me sempre de azáfama que era na compra de material escolar, e a régua de 50 cm da Molin foi um dos acessórios que ficou para a história.

A régua não era nada prática de transportar para a escola, o seu tamanho exagerado impedia-nos de a colocar de uma forma segura na mochila, a melhor maneira era sempre colocá-la na diagonal mas devido a ela ser um pouco frágil isto iria significar que a mesma poderia se partir, restava-nos então transportá-la na mão, o que tornava a viagem num autocarro cheio um pouco desconfortável e em algumas ocasiões dava azo a lutas entre petizes.

Isto porque a régua de 50 cm da Molin dava uma excelente espada, eram muitas as vezes que 2 miúdos se envolviam numa luta de "espadas" e eram também muitas as vezes que alguém a dobrava um pouco e a fazia embater com toda a força contra o nosso rabo ou costas e magoando-nos com isso. Estas brincadeiras todas não ajudavam à "vida" da régua, já que nós partíamos elas em algumas destas brincadeiras ou então deixávamos elas todas cheias de marcas o que atrapalhava o bom uso dela num desenho recto. Sim, porque a função principal deste equipamento era a de fazer rectas no papel cavalinho, e não só, nas aulas de educação visual.

A Molin a dada altura decidiu mudar a régua, talvez por reclamações devido aos Pais terem que comprar uma régua 10 vezes durante um ano escolar, e lançou a versão S da régua de 50 cm, que tinha a particularidade de se poder dobrar mais e de assim ser bastante mais resistente. Dava quase para fazer um S com essa régua, e daí o seu nome, mas como é lógico não era inquebrável e nós tratávamos de atingir os limites da mesma e de ver até quando esta resistia aos nossos maus tratos.

Por isto tudo sempre que nos lembramos da escola, este será sempre um dos materiais que recordamos com alguma saudade.





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