2


Na década de 80 a Nota de Cinco Contos era um holy grail para qualquer criança/adolescente, completamente inacessível e só a víamos nas mãos dos adultos da família em algumas ocasiões, levando-nos a pensar que a nota era algo raro de aparecer.

Curiosamente foi nessa década que apareceu a primeira nota deste valor, a 25 de Fevereiro de 1981, com o retrato de António Sérgio na frente da nota e uma reprodução da foto dele a descer o Chiado no verso, numa nota imponente com 170 mm x 75 mm e uma cor sóbria acinzentada. Foi este modelo de nota que conhecemos bem apesar de se calhar poucos de nós a terem possuído, ela esteve em circulação até 1992 quando deu lugar à nota de 5 mil escudos com o desenho de Antero de Quental.


Esta nota era do mesmo tamanho da sua antecessora, mantendo assim a imponência que o seu valor exigia, e no verso tinha algo que algo simbolizava o esforço conjugado da Liberdade e Trabalho. Tinha uma cor esverdeada, e apesar de continuar a ser muito valiosa quando apareceu pela primeira vez, a 7 de Agosto de 1987, esta já não era tão rara de aparecer nas mãos dos adultos e em algumas raras ocasiões até podíamos ter a sorte de receber uma.

Lembro-me bem de um dia em que ao andar na rua com os meus pais no típico passeio de Domingo, encontrei uma toda enrolada no passeio e a qual me deixaram ficar com ela para poder gastar como quisesse. Isto em 1988 fazia-me sentir como o homem mais rico do mundo.

A nota só foi retirada de circulação em 1996, quando infelizmente pegou a moda em Portugal de se ter notas muito pequenas e com aquela coisa de terem um símbolo que brilhava aquando se aproximava da luz. Foi uma nota sem carisma nenhum, num verde claro com a figura do Vasco da Gama na frente e uma Nau da época no verso da nota que tinha 146 mm por 75 mm, e que entrou em circulação a 5 de Janeiro de 1995. Não valia o mesmo que as suas antecessoras, era comum o uso da mesma nas compras de um hipermercado e foi assim usada até o final do Escudo.












Enviar um comentário Blogger