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Sempre fui fã do Herman José, ainda nem tinha 10 anos quando começou a ser transmitido o programa Humor de Perdição, mas fiquei logo fã de mais este programa de um dos maiores comediantes de todo o mundo. Humor de Perdição era mais um programa com sketchs incorporados, em que a história principal mostrava os bastidores e a vida de pessoas que trabalham numa estação de Televisão, e que pelo meio tinha números musicais com personalidades famosas do nosso País.

O programa começou a ser transmitido em 1987 aos Domingos à noite e durava mais ou menos uma hora, nele tínhamos algumas rábulas permanentes como o desporto com o José Estebes ou as entrevistas histórias com o Vítor de Sousa como entrevistador e o Herman como entrevistado mascarado de alguma personalidade histórica. Essa parte do programa foi a que causou sempre mais polémica, as brincadeiras com personalidades importantes do nosso País causavam confusão e indignação por algumas pessoas de altos escalões Políticos e económicos de Portugal e levaram à censura de uma entrevista (à Rainha Santa Isabel) e ao cancelamento do programa em 1988 e que levou a um esfriar no relacionamento entre o humorista e a estação estatal.

Não que fossem demasiado graves, mas Portugal ainda estava a recuperar de décadas de censura e em alguns sectores da sociedade não se conseguia aceitar ainda que se retratasse D. Sebastião como Homossexual para dar um exemplo. Essas entrevistas eram escritas com a ajuda de Miguel Esteves Cardoso, já que o Herman escrevia o programa todo e pedia ajuda tanto nesta rábula como nas do Estebes para poder assim também filmar as suas cenas do programa. Era os tempos do Herman "bola", ele era muito gordo nesta altura mas que até ajudava às suas personagens, como a de Maximiana que tinha algum destaque neste programa.


Lembro-me de grandes momentos como os que o grande actor Artur Semedo aparecia numa cadeira de rodas a contracenar com a Rosa Lobato Faria ou com o Estebes, de ver um Virgílio Castelo muito novo a levar estalos constantes acompanhados de um "se cale" ou ainda de um Miguel Guilherme (também muito novo) como um completo fuinha.

Como em outras produções do Herman, isto tinha um grande elenco com nomes como Manuela Maria,   São José Lapa ou Lídia Franco a acompanhar outros nomes que eram presenças constantes ao lado do Herman.

Foram 12 episódios muito divertidos e que tinham logo no genérico a prova de que aquilo seria um programa muito irreverente, "perca a queca, mas não perca o Humor de Perdição". Considero isto um dos melhores trabalhos do humorista e espero que siga o caminho de outros programas dele e seja editado em DVD, será logo uma compra certa aqui para casa.














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