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Nos anos 80 a RTP reservava o final da tarde para a transmissão de séries de acção e aventura, e em 1988 podemos ver por cá a série que retratava a vida de um herói Suíço que conhecíamos dos livros, A série Crossbow (As Aventuras de Guilherme Tell).

Crossbow era filmada na França tentando mostrar como era a vida na Suíça do Século XIV, e em especial de Guilherme Tell, um caçador que tinha fama de ser um grande arqueiro e que se viria a tornar um dos nossos heróis preferidos. Tell vivia com o seu filho num País dominado pelo autoritário Gessler, que tentava incutir o medo e o respeito dos seus súbitos pelo meio da força e obrigava eles a todo o tipo de coisas. Um dia decide colocar no centro de uma cidade um enorme poste com o seu chapéu no topo, e todos os que por lá passassem deviam se curvar em reverência ao seu soberano, o que todos cumpriam com medo dos castigos que podiam ocorrer.

Todos menos Tell que se recusava a curvar perante aquilo, e um dia essa insubordinação é presenciada pelo próprio Gessler que vê Tell mais o seu filho de 8 anos a passar diante do poste sem se curvarem conforme as suas ordens. O tirano manda os seus guardas prenderem Tell e condena-o à morte ali mesmo e, num acto de loucura, decide que este pode salvar-se se conseguir acertar numa maçã na cabeça do seu filho com uma seta. O filho foi colocado a uma considerável distância do Pai, e mesmo com a pressão de poder morrer se falhasse e que podia matar o seu filho, Tell consegue com uma besta um tiro certeiro e que assim dá início a uma série que embora curta me marcou imenso nos finais de tarde da RTP.

Foram 72 episódios que proporcionavam um final de tarde emocionante vendo aquele herói com um típico penteado dos anos 80 a lutar em pleno Século XIV. Uma daquelas séries com um genérico emocionante e que já nos deixava logo entusiasmados mesmo antes do episódio começar, uma série de imagens de acção medieval acompanhado por uma panóplia de instrumentos de sopro que davam às imagens um sentido ainda mais épico.

Não se encontra isto em DVD, uma pena e bem que a RTP Memória podia repetir esta série que eu veria de bom grado de modo a poder viajar na mente até aos finais de tarde de há quase duas décadas atrás.





                                           

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