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Rudd Gullit, Marco Van Basten e Frank Rijckaard

O futebol no final da década de 80 passava por um período de renovação na forma como se encarava o jogo, e a equipa Italiana do AC Milan foi um dos maiores expoentes a apresentar-se de uma forma como poucas equipas daquele País o tinham feito. O treinador Arrigo Sacchi conciliou na perfeição a solidez defensiva dos jogadores Italianos, com a qualidade técnica e tendência atacante dos jogadores Holandeses.

O presidente Sílvio Berlusconi queria uma equipa que dominasse o País e a Europa, e para isso foi buscar o treinador Arrigo Sacchi depois da brilhante carreira que este tinha efectuado na equipa do Parma (onde os subiu de divisão em anos consecutivos), e o colocou à frente da equipa do Milão em 1987. Os resultados não apareceram logo, o plantel da equipa Milanesa não era coeso e as ideias de Sacchi iriam demorar algum tempo a se assimilar, foi a mudança de um 3-5-2 defensivo para um 4-4-2 que levava a equipa a atacar desde a sua grande área até a àrea adversária. Mas as sementes ficaram logo plantadas, e com a chegada do trio Holandês, Marco Van Basten, Rudd Gullit e Rijckaard, a equipa começou a ser uma máquina coesa e pronta a desafiar o todo poderoso Nápoles de Diego Armando Maradona.


E foi a vitória sobre esse Nápoles, a 3 de Janeiro de 1988, que levou a equipa a conquistar o campeonato em 87/88, praticamente 10 anos após o seu último título da série A e uns 4 anos após ter subido da Série B para a liga principal. Essa equipa foi então em busca de conquistar a Europa, o que conseguiu vencendo a Taça dos Campeões Europeus de 88/90 frente ao Steaua de Bucareste e a do ano seguinte (onde participaram como vencedores da Taça já que haviam ficado em 2º no campeonato) defrontando o SL Benfica e assim conseguiram ser bi-campeões Europeus, um feito à altura de poucas equipas.

O campeonato de 1987/88 foi épico, e foi o segundo jogo contra o Nápoles, onde os Rossoneri venceram de novo desta feita por 3-2 num jogo super emocionante, que decidiu o título e consagrou uma equipa que tinha nomes como Paolo Maldini, Costacurta, ou Franco Baresi que complementavam com classe o trio Holandês. Na caminhada Europeia conseguiram humilhar o Real Madrid por uns claros 5-0 em San Siro depois de um empate a uma bola em Espanha, e foram assim direitos à final onde golearam o Steaua de Bucareste, de Hagi, por 4-0 provando a supremacia da sua equipa nesse ano.


GK – Galli
RB – Tassotti
LB – Maldini
CB – Costacurta
CB – Baresi
RM – Colombo
LM – Donadoni
CM – Rijkaard
CM – Ancelotti
CF – Gullit
CF – Van Basten

Esta foi a equipa base dessas conquistas, e era uma alegria ver aquele ataque criativo bem protegido por uma defesa segura e sóbria. O campeonato do ano seguinte foi de novo uma luta entre Nápoles e Milão, mas afectado por decisões das equipas de arbitragem que assim deram a vantagem à equipa de Maradona que conseguiu conquistar o título desse ano deixando os Rossoneri com as conquistas Europeias da Taça Intercontinental, da Super Taça Europeia e de novo na Taça dos Campeões, onde apesar de terem feito uma carreira não tão brilhante como a do ano anterior, venceram equipas como Bayern de Munique ou de novo os Espanhóis do Real Madrid para depois derrotarem por 1-0 os Portugueses do SL Benfica.

Sacchi criou uma equipa que dava gosto ver jogar, que privilegiava o ataque mas sem descurar a defesa, que pretendia vencer mas convencer os outros da sua supremacia. Ele saiu da equipa no final dessa temporada, deixando-a nas mãos do competente Fabio Capello, mas isso será uma história para outro post. Mas para mim está no top 3 das equipas que tive o prazer de ver jogar, e irei sempre recordar ela como uma verdadeira dream team.








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