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Como fã que era do Captain Power and the Soldiers of the future, não deixei de notar algumas semelhanças entre a série e este desenho animado dos Centuriões, desde os ciborgues como vilões aos fatos poderosos que os heróis do show usavam. Até a frase "Power Extreme" quando iam para o ataque relembrava o "Power on" da outra série, mas as semelhanças ficavam por aí e este desenho animado era bem divertido.

Foi uma pena a produção ter ficado a cargo da Ruby-Spears, e isto porque todos os desenhos animados desta produtora tinham um ar e uma animação demasiado infantil, quer no aspecto quer na cor predominante neles. E isto podia ter sido algo um pouco mais adulto,tinha o potencial para isso, e não esbarrar nos clichés dos outros programas da altura como um animal como sidekick ou a mensagem de moral no final do episódio.


O programa começou com uma mini-série de 5 episódios, que originou depois mais 60 todos da mente do criador Ted Pedersen com a colaboração de lendas dos Comics Norte-Americanos como Jack Kirby ou Gil Kane. Por cá a série estreou em 1990, na versão original legendada em Português, numa altura que a RTP 2 dava desenhos animados à hora de almoço nos dias de semana, perfeito para quem ia almoçar a casa ou só tinha aulas de tarde.


O que mais gostava era do conceito dos fatos deles, eram exo esqueletos que tinham umas protuberâncias onde se encaixavam as armas ou acessórios que eram adequados à missão que eles se encontravam. Esses acessórios vinham através de uma comunicação que tinham com uma Estação Espacial, a SkyDrive operado pela colaboradora Crystal kane que supervisionava a comunicação entre os membros da equipa e o receberem os acessórios no momento certo.

A equipa era composta por 3 elementos, cada um com uma especialidade.

Max Ray era o líder da equipa e o especialista nas operações aquáticas. Vestia um fato verde e tinha um bigode à Magnum PI que o incumbia de uma maior masculinidade e virilidade.

Jack Rockwell era o expert nas operações terrestres, vestia um fato amarelo e era o típico Americano pronto para a guerra.

Ace McCloud era o especialista nas missões aéreas e o Ladies man da equipa. Vestia um fato azul e lembrava o Han Solo com a sua arrogância e coragem nas manobras aéreas.

Esta equipa, armada com inúmeras armas, era a maior linha de defesa contra a ameaça do Cyborg Dr. Terror e o seu assecla, também Cyborg, Hacker. Estes eram os típicos vilões, maus e estúpidos que queriam dominar o mundo mas nem conseguiam vencer uma simples batalha.

A parte que eu gostava menos era a da moral, "Knowing is half the battle" vinha sempre com uma lição que em algumas ocasiões era-nos dada pelo vilão do programa, algo incomum na altura, e era quase sempre algo muito piegas e já nada a ver com a década de 90.

Existiram bonecos da série, nunca os tive, e tenho a ideia de terem existido monocromáticos naqueles bolos Cake Bar da Panrico, mas posso estar enganado. Em todo o caso, gostei bastante deste desenho animado, era movimentado e tinha muita acção para além de ser bem divertido. Ansiava sempre por ver quais seriam os acessórios que eles iriam receber para a missão onde se encontravam.








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