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Os Delfins marcaram o panorama musical Português nas décadas de 80 e 90, estiveram presentes nalguns dos momentos mais marcantes, como o projecto Resistência, e o álbum "O Caminho da Felicidade" é um dos discos mais vendidos de sempre em Portugal. A banda durou 25 anos, de 1984 a 2009 (o seu último espectáculo foi na última noite do ano na baía de Cascais), tiveram mais de 20 álbuns editados e nos seus 3 dvd's ao vivo mostraram uma das suas maiores forças, os concertos e a sua interacção com o público.

Fernando Cunha (Guitarra), Rui Fadigas (Baixo), Jorge Quadros (Bateria), Silvestre (Teclado) e Miguel Ângelo (Vocalista) foram a formação mais conhecida da banda, que chegou a ter ex-integrantes dos Heróis do Mar como Carlos Maria Trindade nas teclas e Pedro Ayres Magalhães no baixo e ainda as irmãs Sara e Dora Fidalgo nas vozes de apoio. O grupo de Cascais começou a conhecer o sucesso numa das actuações nessa vila, na conhecida discoteca Coconuts, numa versão do "Canção de engate" do António Variações.



O sucesso da música, que foi o sucesso das pistas de dança nesse verão, levou a que a imprensa desse mais atenção a esse álbum e este fosse alvo de boas críticas. Foi então que a RTP os chamou para gravarem dois videoclipes, o do "Canção do Engate" e o "Baía de Cascais". Em 1988 editam o álbum "U outro lado existe", que foi considerado o mais surpreendente disco de música Portuguesa da época, e que tinha uma forte crítica à obrigatoriedade do serviço militar. A música "Bandeira" chegou a tornar-se um hino dos jovens, o que levou à edição de um maxi-single com dedicatória a todos os militares que haviam morrido em 88.

"Um lugar ao sol" é a última música a ter sucesso na colaboração do grupo com a editora EMI-Valentim de Carvalho, já que no começo da década de 90 são os primeiros contratados pela editora BMG  inaugurando assim o seu catálogo Nacional. Nesse mesmo ano sai o disco "Desalinhados", de onde a "Marcha dos Desalinhados" é o maior sucesso juntamente com a música "Nasce Selvagem". O grupo começa então uma tourné pelo País onde a música Marcha dos Desalinhados se destaca, e quando fizeram a 1ª parte do concerto da Tina Turner, no Estádio José de Alvalade, mostraram que podiam conquistar o público com uma actuação que sofreu os mais rasgados elogios da crítica nacional.


O álbum atinge a marca de disco de prata, o primeiro galardão importante da banda, e em 1992 a banda salta além fronteiras, sendo convidada para actuar em Sevilha na Expo-92, e dá o próximo passo gravando um álbum muito especial, e muito próprio, "Ser Maior - Uma história Natural". Esse disco dá origem um espectáculo multimédia, no Teatro da Trindade em Lisboa, que esgota em 3 noites consecutivas. O álbum debruça-se sobre o misticismo da serra de Sintra e da costa Marítima de Cascais ao longo de uma narrativa temática onde um Golfinho se transforma num homem.

A banda mostra a sua originalidade gravando um videoclip subaquático, com a música "Ao passar de um Navio", e recebem um convite do consagrado encenador Carlos Avillez, para participarem na encenação da peça "Breve sumário da história de Deus" de Gil Vicente. Com o sucesso da peça, e da música "Soltem os Prisioneiros", é lançado um álbum com o mesmo nome num ano em que também participam da colectânea e do espectáculo em homenagem a José Afonso, os Filhos da Madrugada. 1995 é o ano dos Delfins, são convidados para espectáculos em Portugal e lá fora como um que actuaram em Macau, para além de aparecerem na conhecida série de concertos Portugal ao vivo 2 no estádio do Bessa no Porto.


É então lançada a colectânea O Caminho da Felicidade, onde "Sou como um Rio" é a música mais tocada, um álbum que vende milhares de unidades batendo recordes em Portugal e tornando-se um dos mais vendidos de toda a história. Já completamente cimentados no panorama musical, não é de estranhar que o disco Saber Amar seja também um sucesso de vendas, e que o grupo comece a actuar por esse mundo fora com destaque para concertos no Brasil e em África.

Quando chegamos à década de 2000 e após um período de reformulação constante da banda, eles lançam um novo disco de originais, que chamam de 7 e que não é nada bem recebido nem pelo público nem pela crítica. Mesmo assim o primeiro single, Hoje, até é bem recebido e considerado uma das melhores músicas da banda, só que o pior vem com o segundo single, de seu nome "Sharon 7tone" que é completamente arrasado e mal aceite pelo público.

Confesso que já tinha começado a desligar-me do grupo, mas isto foi a machadada final e não mais voltei a ouvir o mesmo. Eles continuam a sua trajectória tendo encontrado de novo o caminho do sucesso em 2004 com a tour "O Caminho da Felicidade II", apoiados pela Rádio Comercial e onde actuam em todas as cidades com estádios do Euro 2004, terminando a tour com o espectáculo de abertura do Freeport de Alcochete.

Até o seu final, em 2009, o grupo prima por espectáculos com uma forte vertente acústica e continua a edição de álbuns embora fora do sucesso que a sua carreira nos tinha habituado. Mesmo assim é impossível não recordar esta banda como uma das melhores do pop-rock nacional, em especial pela sua década de 80 e 90.











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