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Conde Patrácula (Count Duckula) foi um dos poucos desenhos animados que foi transmitido nos 3 canais da Televisão Portuguesa, estreou em 1991 na RTP2 com uma dobragem Portuguesa fenomenal, apareceu em 2000 na TVI na sua versão original em Inglês e com legendas em Português e ainda passou na SIC numa nova dobragem Portuguesa que não tinha tanta qualidade. Apesar de ter só 4 temporadas, num total de 65 episódios, ainda hoje ele é repetido num canal de cabo tendo já sido transmitido também pelo Canal Panda.

A série tem o carimbo de qualidade da Thames Television do Reino Unido, e com o típico humor Britânico conquistou rapidamente a geração dos anos 70 e 80 sendo que ainda entretém as crianças deste século. Um Pato que é um Vampiro mas com uma particularidade, é vegetariano, sendo uma nódoa na linhagem da sua família e para desgosto do seu mordomo maquiavélico, Igor. Uma das personagens mais engraçadas era a ama de Patrácula, uma gigante cheia de força mas quase sem cérebro que destruía tudo ao seu redor mas que o protegia de uma forma incansável.

Não existiam muito mais personagens regulares, somente o caçador de vampiros que era bastante desastrado e uns morcegos que deitavam umas piadas entre os capítulos do episódio. As histórias por norma desenrolavam-se com o Conde à procura de uma forma de enriquecer rapidamente, nem que para isso tenha que viajar no tempo e que eram sempre estragadas pela sua Ama ou porque tinham que ajudar alguém e assim esquecer a fortuna.



Lembro-me bem de quando isto estreou aos Sábados pela hora de almoço, a RTP 2 transmitia desenhos animados pelo começo da tarde fora e depois de alguns meses de clássicos, este foi a primeira "estreia" nesse horário.

Gostava bastante de como o mordomo o tentava levar para maus caminhos, para ser um verdadeiro vampiro como os seus antepassados e como ele resistia a isso. Também era engraçado como ele possuía alguns traços de Vampiros como o poder se teletransportar ou o não ter reflexo nos espelhos, mas depois podia sair de dia à rua. Provavelmente por ser vegetariano.

A Ama era a mais engraçada obviamente, lembro-me de um episódio que queria matar moscas usando o frigorífico ou como destruía sempre as paredes ao entrar nas salas. O humor era na onda do Danger Mouse mas menos complicado de se entender e com menos teor crítico e social. Ainda hoje se consegue ver muito bem, tenho pena de existir poucos episódios na dobragem original que foi das melhores e que ajudava à piada do desenho animado.







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