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Há comédias imortais, que ainda hoje nos conseguem arrancar uma boa gargalhada sem almejarem a ser algo mais do que aquilo que necessitamos, uma boa sitcom que nos faça rir sem pensar muito. O conceito de um alien a viver com uma típica família Norte-Americana era o mote para Alf, uma série que estreou em 1986 e que podemos ver um ano mais tarde na RTP em pleno horário nobre. Por cá ficou com o nome Alf, uma coisa do outro mundo, enquanto que no Brasil (onde teve bastante sucesso também) foi Alf, o ETeimoso.

A personagem representava o típico rebelde, e Paul Fusco (o criador da série e a voz deste extra-terrestre), conseguia colocar isso com perfeição nas suas rápidas respostas e no tom de voz usado nas mesmas. Havia sempre confusão com o pacato chefe da família Tanner, Willie (Max Wright) e com a sua esposa Kate (Anne Schedeen), que cultivou sempre uma relação de ódio com o Alf, sempre discutindo, mas a dada altura demonstrou sentir bastante carinho pelo alien que haviam adoptado.

Os 2 filhos tinham uma relação menos atribulada com Alf, o mais novo Brian (Benji Gregory), era constantemente usado nas artimanhas dele para conseguir algo em seu proveito, mas ao longo das temporadas vê-se o afecto que Alf sente em relação a Brian, e ele deixa de o usar tanto nessas artimanhas. Já a relação com a adolescente da família, Lynn (Andrea Elson), era cheia de altos e baixos, mas também aqui se sentia uma relação mais paternalista por parte deste ET que normalmente pensava só nele mesmo.





Uma criança divertia-se bastante com este boneco (que tanto era um fantoche mecânico como um anão dentro de um fato), desde as suas confusões dentro de casa às suas tentativas de apanhar e comer o gato da família Tanner e era impossível não gostar dos outros membros do elenco, os vizinhos metediços, os Ochmonek, onde Raquel (Liz Sheridan) era a típica bisbilhoteira e o Trevor (John LaMotta) o típico cravas. Mais tarde começou o maior problema da série, que eram muitas personagens a saber do segredo do Alf e a aparecerem em cena. Isso para mim tirou muito da identidade da série.

Achava sempre piada como havia algo no planeta Melmac, planeta natal do alien, as coisas eram semelhantes à terra já que ele contava sempre alguma história com algo semelhante ao nosso planeta Terra. A série teve 4 temporadas, com 102 episódios (onde os nomes dos mesmos eram sempre derivados de canções conhecidas e que tinham a ver com o que acontecia no episódio) mas acabou com um cliffhanger, ou seja eles não sabiam que iam ser cancelados e por isso o último episódio mostrava Alf a ser capturado pela Alien Task Force e um "Continua...". Durante anos indaguei-me sobre se seria a RTP que não tinha transmitido o final, mas mais tarde percebi que não foi esse o motivo porque não vimos o que acontecia a este simpático extra terrestre.

Um dos meus episódios favoritos, foi quando apareceram elementos do Gilligan's Island (que surgiram num sonho de Alf que andava viciado na série), e o ajudaram a perceber que a vida com os Tanners não era assim tão aborrecida. Outro é aquele que ele usa um boneco para expressar os seus sentimentos recalcados.

Vendo aquela diversão toda, é chato ler que afinal os membros do elenco não gostavam assim tanto de estar na série. Uns não gostavam que um boneco fosse o alvo das atenções, e outros das horas que demorava a filmar uma cena devido à complexidade de filmar o boneco de uma forma realista. No último episódio, o pai da família sai do estúdio sem se despedir de ninguém e entrando logo no seu carro.

Em todo o caso deixa saudades e ainda hoje consigo rir bastante a rever episódios da série.





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