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O Sábado de manhã era mágico na década de 70 e 80, podíamos chorar e não querer acordar cedo durante a semana para ir para as aulas, mas ao Sábado e sem a ajuda de ninguém, levantava-mo-nos com as galinhas e ligávamos a TV, muitas vezes com a Mira Técnica ainda no ar (e em algumas ocasiões não iria acabar tão depressa). E isso tudo porque a RTP teve sempre (no Canal 1) grandes blocos de desenhos animados, como o Juventude e Família onde foi transmitido o Francófono Clémentine.

O seu criador, Bruno-René Huchez, baseou-se na sua infância, já que uma doença que o confinou a uma cama e a sua mãe contava-lhe histórias de encantar que o deixavam a sonhar entrando nessas mesmas histórias.

Clémentine mostrava as aventuras de uma menina muito alegre e sonhadora, filha de Alex Dumat um famoso piloto Francês. Numa viagem com o seu pai, ela sofre um acidente provocado pelo demónio Malmoth, que continuará a perseguir a pobre Clémentine para todo o sempre, mesmo com o acidente a deixá-la paraplégica. Ela conta então com a ajuda da fada Hemera, que a protege com uma esfera azul que a permite entrar nos sonhos onde pode andar e viajar pelo tempo e pela história da Terra.

Durou 3 anos, de 1985 a 87, com duas temporadas, uma com 26 episódios e a outra só com 13 sendo transmitido pela RTP em 1987 na sua versão original Francesa com legendas em Português. Eu gostava bastante da música do genérico e dos episódios em geral, eram bastante animados e com alguma acção até, apesar da protagonista ser uma menina e parecer um desenho animado mais para meninas, mas ele tinha um pouco de aprendizagem à mistura, já que as viagens envolviam em alguns episódios personagens históricos e momentos marcantes da nossa história.




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