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A RTP já tinha tido uma Novela/Série Juvenil, Os Melhores Anos, que tinha passado um pouco despercebida pelo público em geral e em 1997 decidiu voltar a arriscar com algo que se pode considerar o primeiro "Morangos com Açúcar", a série Riscos. A série tinha mais cor e movimento que a sua antecessora, para além de investir muito mais no melodrama e nos temas fortes como gravidez na adolescência, toxicodependência ou o bullyng.

Rapidamente se tornou tema de conversa no liceu, mas não pelos melhores motivos e sim porque o acting era bastante mau, o elenco juvenil tinha grandes lacunas nesse aspecto se bem que viu nascer algumas caras que nos iríamos habituar a ver pela Televisão como a Paula Neves. Como nos Morangos, aqui também se apostava num elenco adulto com nomes consagrados para contracenar com os novatos, assim podíamos ver nomes como Canto e Castro, Virgílio Castelo ou João Lagarto a ensinar miúdos como Ana Rocha, Paula Neves ou Joana Seixas.

O problema maior da série era a choradeira constante, existiam sempre grandes dramas, ou familiares ou escolares, que combinados com uma má representação e , por vezes, uma má realização davam origem a algo um pouco doloroso de se ver. Ao mesmo tempo era esse o principal interesse para ver a coisa, o poder comentar a porcaria que tinha sido transmitida naquele episódio. Ocasionalmente existiam daqueles momentos "tão mau que dá a volta e fica bom".

Havia uma rebelde, com o cabelo colorido e atitudes extremas que iam desde as relações sexuais de uma forma regular (sim naquele tempo era rebeldia), a experimentações lésbicas passando por envolvimento com marginais. Mesmo assim tinha amigos no grupo dos betinhos,  e era isto que apimentava a vida na escola onde os encontrávamos quase sempre no bar do liceu. A banda sonora era o melhor do programa, passavam sempre músicas actuais e de qualidade que ia de Primitive Reason a Cardigans.





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