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Em 1986, as personagens de Tiras clássicas da King Features Syndicate ganharam uma nova vida no pequeno ecrã aquando do desenho animado Defenders of the Earth. Já há várias gerações que Flash Gordon, Mandrake e Phantom marcavam presença em diversos jornais, revistas de banda desenhas e filmes para TV ou cinema, mas este desenho animado deu-os a conhecer de uma forma nunca antes vista.

O vilão que enfrentariam, no ano de 2015, seria o temível Ming (conhecido vilão de Flash Gordon) e contariam com a ajuda do parceiro de Mandrake, Lothar e dos filhos das 3 personagens (no caso de Mandrake, era o filho adoptivo), algo comum nos anos 80.

Em Portugal isto passou no Canal 1 em 1988, depois da hora de almoço numa altura que era comum dar desenhos animados nesse horário, e cativou-nos logo devido ao seu genérico apelativo com uma música e letra que ficavam logo no ouvido. Como fã de BD também tinha logo esse atractivo extra que era o de ver personagens que eu conhecia no papel, ali na minha Televisão. E as ligações à BD iam até ao comic que era publicado pela Star Comics (da Marvel) e com uma equipa criativa com nomes como Gerry Conway e Ross Andru. Aliás as letras da música do genérico são de Stan Lee, nome incontornável da editora, e com a narração do talentoso Corey Burton.



A história mostra Flash e o seu filho a fugirem de Ming, que raptou a mulher de Gordon e a torturou até à morte na tentativa de uma lavagem cerebral. Ele então consegue fugir para a Terra, que Ming pretende invadir, e une-se a Mandrake e Fantasma para impedir que ele dê cabo dos recursos naturais da Terra e assim parar os seus planos de conquista do nosso planeta e do universo.

A série era escrita por nomes como Lee Falk e Alex Raymond e por isso as personagens foram sempre bastantes fiéis às suas raízes no papel enquanto que os episódios eram sempre bastante animados com muita acção para os heróis sobressaírem. Como era comum nesta década, havia também sempre uma moral no episódio e dada de uma forma leve no final do episódio normalmente com o escape cómico das personagens infantis do elenco. Foram 65 episódios, sempre com o mesmo realizador, Will Meugniot, e que foram transmitidos por cá na sua versão original com legendas.

Lembro-me de coleccionar os calendários com imagens do cartoon, algo comum na altura para além dos cromos, e de gostar bastante da arte dos mesmos. Quando lia as aventuras do Fantasma no Correio da Manhã, ou nas revistas da RGE, estranhava um pouco não terem muito a ver com o desenho animado, mas depressa percebi que isso iria ser algo comum nas adaptações do género.





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