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A década de 80 foi marcada por personalidades fortes no mundo do espectáculo, mas a Política não lhe ficou atrás e deu-nos a conhecer pessoas que, com os seus feitos, ficaram-nos impressas na memória. A minha posição política não é condigna com a dos Republicanos Americanos, mas dois dos meus presidentes favoritos desse País são desse partido, e um deles é o Ronald Reagan.


Regan já tinha concorrido pela nomeação à Presidência por parte do seu partido, em 1976, perdendo por uma margem mínima para o moderado e sem carisma Gerald Ford. Mas no começo da década de 80 e com um País a atravessar uma crise de identidade, o seu carisma venceu facilmente quer o seu partido quer o País vencendo as eleições com 50% dos votos contra 41% do candidato Democrata, e ex-presidente, Jimmy Carter.

Apesar de já não ser novo, tinha 69 anos, Reagan já havia provado o seu valor nos antigos cargos políticos que tinha desempenhado, enquanto que o seu passado como actor de cinema e televisão contribuíam para o forte carisma que transmitia nos seus discursos. O mandato dele foi marcado por uma América que lutava contra uma inflação e uma depressão dos seus habitantes quer pela questão financeira, quer pela ameaça do comunismo e das armas nucleares.

Ronald Reagan devolveu o orgulho à Nação, enfrentou a recessão e relançou a economia com um boom de consumismo nunca antes visto para além de manter uma posição forte contra o comunismo e as políticas da União Soviética. A popularidade dele sofreu um boost logo no começo da sua presidência, devido a uma tentativa de assassinato que foi vítima, o que o ajudou a implementar um pacote de políticas económicas, Reaganomics, que apesar de ter um forte aumento de impostos ajudou a economia a subir a olhos vistos.



No começo Reagan criou uma política externa quase de Guerra, era o típico Cowboy Americano, constantemente criticando os Soviéticos e criando assim uma Guerra Fria que afectou o mundo todo, mas isso mudou no segundo mandato em especial quando um líder da União Soviética, Gobarchev, partilhou as ideias de criar um novo começo e acabar assim com a guerra fria.

Lembro-me sempre dos seus discursos, de como sabia movimentar uma plateia e do bom humor dele em muitos aspectos políticos. Era fácil gostar dele e por isso não foi de espantar que vencesse o seu segundo mandato com quase 60% dos votos. Esse segundo mandato foi marcado pela guerra ao consumo de drogas, ficou na história os constantes anúncios televisivos sobre esse assunto, e pelo escândalo dos Irã-Contras.

Esse escândalo ficou marcado por Reagan negar sempre os negócios com os terroristas, mas já era óbvio que o governo Americano vendia armas a um País e com esse dinheiro financiavam os terroristas da Nicarágua. A sua credibilidade ficou bastante afectada nesta discussão, chegou-se a ameaçar a impugnação, e nunca recuperou totalmente depois dos julgamentos e condenações de membros do seu governo.

Mas este foi o homem que levantou uma Nação poderosa, foi o que ajudou a travar a Guerra Fria entre duas super Potências e que levou à redução das armas nucleares e também ao fim do muro de Berlim, ele foi o presidente necessário para aquela década e cumpriu na perfeição o seu papel.




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