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Houve um altura em que as comédias onde um animal "falava" tinham um sucesso garantido, e em 1989 decidiu dar-se então um passo em frente, apostando-se num bebé a falar. Olha quem fala estreou em Portugal no ano seguinte e foi um sucesso arrebatador, já que tinha aquele condão de conquistar todos os membros da família.

Muito do sucesso do filme assentava no elenco, com John Travolta e Kristie Alley em grande forma e com uma química considerável que fazia com que os momentos de "romance" fossem tão cómicos como a parte em que entrava só o bebé. Mas quem roubava as cenas era a voz do actor que fazia de Mikey, o filho de Molly (Kristie Alley), Bruce Willis que, em conjunto com as expressões faciais do miúdo, nos fazia vir as lágrimas aos olhos de tanto rir. Existem ainda pequenas aparições de actores como George Segal e Abe Vigoda que ajudam a criar uma comédia de qualidade como há muito não se vê.



A história era a de uma Contabilista, Molly, que engravida de um dos seus clientes, George Segal, que é casado e que tem ainda outra amante. Isso leva a Molly a esconder a verdade sobre quem seria o pai da criança dos seus próprios pais e do resto do mundo. No dia que vai ter a criança ela apanha um Táxi que é guiado por um James Ubriacco (Travolta) que, quando a enfermeira o confunde como pai, a acompanha durante o parto e tudo. Mais tarde ele entra na vida de Molly como babysitter do bebé em troca de uns favores que ela lhe presta.

Quanto à criança, Willis sobressaía nas tiradas que ele dava ao longo do filme, seja durante o tempo em que era só um feto na barriga, quer como bebé indefeso ou ainda como uma criança já com alguma liberdade. A relação de Mikey e James cresce ao longo do filme e ele decide que o James é que devia ser o seu pai, contra a vontade inicial de Molly que queria alguém mais estável financeiramente apesar da química evidente entre eles os dois.


Isto é do tempo em que uma comédia podia ser familiar e ainda assim ser bastante engraçada, o filme ainda se vê muito bem e em quase todos os momentos conseguimos rir como nos rimos da primeira vez que o vimos. Em especial as cenas com o Mikey, na barriga ou fora dela. O filme rendeu 2 sequelas que foram decrescendo de qualidade, na última eram os animais que falavam enquanto que no segundo ele ganhou uma irmã.

Esse ainda se conseguiu aguentar bem, mostrou bem a rivalidade entre irmãos e mesmo assim o amor fraternal presente por mais lutas que eles tenham vem ao de cima no final do filme. Depois mostra como os casamentos passam por dificuldades e tem uma das melhores cenas que é o Travolta a dançar Elvis num infantário. Um dos plots do filme é ensinarem Mikey a usar o bacio, ao longo do filme isso é recorrente e assim demonstrava a dificuldade que os pais tinham nesta parte da vida das crianças.

Revi há pouco tempo os 3 filmes, e o primeiro ainda é um grande filme e aconselhável a todos que se queiram rir um bom bocado.






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