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Araponga apareceu em Portugal como se de uma série se tratasse, a SIC dava aquilo num horário tardio e aquele tipo de humor e argumento apanharam-nos de surpresa já que não estávamos muito habituados a uma novela naquele formato.

Tudo começa com a morte do Senador Petrônio Paranhos enquanto era entrevistado por Magali Santana (Christiane Torloni), deixando a mesma numa situação embaraçosa e abrindo espaço para a  entrada em cena do detective Aristênio Catanduva, vulgo Araponga (Tarcísio Meira), que tinha uma mentalidade de antigo regime e era bastante atrapalhado. O cognome dele mostrava isso mesmo, já que Araponga é um ave estridente (o oposto do que um detective/agente secreto devia ser), e ele fazia jus ao nome sempre metido em situações cómicas as situações ou com as ilações que ele tirava acerca das informações erradas que recebia de alguém que pensava que o estava a ajudar.

Uma das suas características era o constante fascínio por calcinhas femininas, e a forma como se apresentava à lá James Bond, "O meu nome é Ponga, Araponga". Tarcísio estava em grande forma, as suas expressões faciais ajudavam a que o argumento ganhasse outra piada e o seu timing de comédia estava em grande sabendo sempre onde deixar a "punch line". Gostava de rever para ver se isto envelheceu bem, mas é bem complicado de encontrar, foi a última novela das 21h30 da Globo (deixou de emitir novelas nesse horário) e nunca mais foi repetida.

Por cá foi transmitido primeiro pela RTP ao fim de semana (numa altura que o canal experimentou novelas nessa altura) e depois pela SIC onde deu mais nas vistas.




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