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Existem brincadeiras imortais, e apesar de ser uma quase em desuso nos dias de hoje, o jogo das Escondidas ainda era bastante popular na década de 80, quer na rua quer no recreio da escola. Não era preciso muito para jogar, um bom espaço ao ar livre com muitos locais onde se esconder e um grupo de crianças que se iria esconder enquanto um contava em voz alta, encostado a alguma superfície e de olhos fechados, e que iria depois tentar encontrá-los.

Escolhia-se um lugar que seria o lugar a ser atingido por quem estava escondido, o coito como alguns chamavam, e que se podia correr e tocar no mesmo ficando assim salvo do jogo e em alguns casos se gritasse "Salva todos", salvava todos e a outra pessoa teria que ir contar de novo.

Isto era um jogo que apesar de simples, puxava pelo nosso cérebro. Quer no procurar pelo melhor lugar para nos escondermos, quer no tentar descobrir onde estavam as pessoas escondidas. Havia sempre os que iam para lugares básicos, o que dizia muito da pessoa em questão, e os que eram muito elaborados chegando a descobrir locais mirabolantes que seriam quase impossíveis de encontrar.

Havia sempre as tentativas de fazer batota, algo comum nos jogos entre crianças, mas neste jogo eram quase sempre infrutíferas, já que ele era muito pouco dado a tentativas disso. O pior era quando o jogo cruzava a barreira e se fundia com o da Apanhada. Isso acontecia quando se descobria alguém escondido, gritava-se e tentava-se correr até ao local para comunicar isso enquanto o outro tentava se salvar.

Sempre foi um dos meus jogos preferidos devido à ginástica mental que se tinha que efectuar em algumas ocasiões.

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