... das brincadeiras onde a imaginação é que mandava - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 2 de março de 2012

... das brincadeiras onde a imaginação é que mandava


Ainda sou do tempo em que tínhamos que ter um espírito super MacGyver, qualquer coisa servia para nos divertirmos e passarmos horas bem divertidas entre um grupo de amigos.

Um pau podia ser uma metralhadora, pistola, espada, Sabre à lá Star Wars, etc. Uma caixa de cartão podia ser um castelo, um foguetão, um carro de corridas. Canudos brancos das obras serviam como armas numa guerra entre 2 "exércitos", e se houvesse walkie talkies ao barulho ainda melhor, uma pista desenhada no alcatrão ou na terra para brincarmos às corridas com umas simples caricas  ou verdadeiros campos de batalha com os pequenos soldados de plástico que nos compravam em sacos nas praças eram garantia de brincadeiras que a nossa imaginação levava a um nível que nenhum brinquedo electrónico conseguiu.

Havia sempre pequenos truques para levar a brincadeira a novos "níveis". Nas corridas com caricas por exemplo, metia-se umas lombas ou outros obstáculos que criavam outra dificuldade na já de si complicada missão de conseguir uma boa curva com a carica. Também havia os truques para as caricas correrem melhor, e a acusação que isso gerava.

Nas batalhas com soldadinhos, podia-se usar as bombinhas de carnaval (em especial dentro de um tacho) para criar a ilusão do barulho de guerra. Até se atava a um soldado ou tanque para gerar um maior realismo nas "baixas" da guerra e outra solução era colocar os soldados contra "monstros" como peluches ou bonecos maiores como os do He-Man.

Lembro-me de inventar um jogo de tabuleiro com um amigo meu, baseado numa rubrica popular na altura, o jogo do Tesouro com o Luis de Matos nas manhãs da RTP. E a diversão daquilo durou semanas até à próxima invenção. O crossover de personagens era algo que me agradava muito também, lutas entre personagens de He-Man e Transformers eram constantes no meu quintal, assim como as batalhas entre os vasos de plantas e afins.

E não pensem que abandonámos logo a nossa imaginação. Quantos de vocês não usavam a mesma em jogos simples de Spectrum, Mega Drive e afins? Ou seja íamos além do que a TV e os gráficos nos mostravam... enfim era a prova que a imaginação era mesmo a nossa arma mais poderosa.

7 comentários:

  1. Eu lembro-me de regar soldadinhos de plástico a alcool e pegar-lhe fogo... era um ataque aério a napalm!!!!
    :D
    Jogo do prego no inverno
    Berlindes na primavera
    Praia de verão
    Jogo do mata, eixo e afins de outono

    Com restos de brinquedos, legos caixas de cartão faziam-se verdadeiras cidades funcionais com comércio e indústria.

    Às 5 horas da tarde normalmente estavam à volta de 100 crianças na rua a brincar, sem medo dos automóveis (tráfico muito menos intenso), dos roubos, dos pedófilos, das gripes A, C, C e D.............

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  2. NUNCA, vou deixar a diabbita-minorca ler este post, e o comentário acima. tss tss
    Minha rica anjjinha.
    ]:-D

    Eu jogava à macaca, ao mata, à roda (deste já não me lembro bem como era), adorava praia (sim sim, Bongop, podes parar de arregalar os olhos, adorava praia) onde jogava ao Keims (não sei como se escreve, está escrito pela fonética).

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  3. Grandes recordações que tenho desses bonequinhos que me deixaram duas grandes “heranças”: o gosto pelo modelismo estático e indirectamente, pela História (sim, fui um dos “raros” alunos que adorava esta “maldita” disciplina… :-D).
    Recordo como ontem o primeiro contacto com os soldadinhos dum amigo que tinha duas caixas da Airfix com tropas inglesas e norte-americans da Guerra da Independência. Por “sorte”, o mano mais velho resolveu “colecionar” esses bonequinhos (IIWW) e então deflagrou-se grandes batalhas, umas vezes sozinho, outras com os vizinhos. Um das batalhas “épicas”(toda a tarde) foi com o irmão e “armas especiais”: dois tubos de canetas BIC e um saco de…arroz! Já nem me lembro quem derrubou mais “soldados”, mas, no fim sobrou um “inimigo comum” para descarregar os resto das “munições – uma “maldita” mosca!
    Está claro que não sendo uma família de plantadores de arroz, a mãezinha quando chegou do trabalho… ;-(
    Também passei pela “reciclagem” das caixas de cartão e transformamos metade do quarto de um amigo numa “funcional” cidade que levou muitos dias a construir (grandes férias de Verão) – as caixas de cartão “das pastas de dentes” dão em uns belos autocarros…
    No final, a cidade sofreu as consequências da 3ª Guerra Mundial… :-D

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  4. Ui, os castelos que eu construí com dominós, para colocar lá os soldadinhos e bonecos do He-Man, que depois eram alvejados por esferas de rolamentos que eram largadas por câmaras de bicicleta cortadas... As cópias e adaptações que eu fiz do jogo monopólio (que eu não tinha), depois com adaptações de ideias de outros jogos de tabuleiro... dos trilhos feitos com montes de terra e pedras (ou mesmo um belo monte de areia) para colocar lá bonecos e jogar "Double Dragon" (lembram-se?) com um sistema de elásticos para atacar os inimigos... As simulações de Wrestling com os soldadinhos numa arena feita de uma tábua e uma rede de saco da fruta, para depois enfrentar lutadores do tipode um "Pateta" da Disney ou um "Charlie Brown" que era pesado c'umó caraças e nunca mais caía... :D O construir de relógios de Sol... O encarnar das personagens com verdadeiros cosplay...
    Podia ficar a noite toda a recordar coisas destas...
    Isto para além do futebol, jogado com balizas que eram duas pedras, os basquetebol cujo cesto era um camaroeiro sem fundo espetado na parede...
    Não havia limites... boas memórias. :)

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    1. A intenção é mesmo despertar isso tudo. Fico feliz por conseguir contigo :) e tens aí belas memórias também lol o futebol com 2 pedras na baliza e QUALQUER COISA como bola eram comuns

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