Ainda sou do tempo

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

...do ultimo Roda da sorte

segunda-feira, novembro 19, 2018 0
...do ultimo Roda da sorte

Há muita forma de acabar um programa, mas com uma caçadeira e aos tiros dentro de um estúdio, só o Roda da Sorte do Herman José.

Já aqui falei do programa Roda da Sorte, que era transmitido pela RTP (no Canal 1) todos os dias da semana, ao final da tarde. Um Herman José em forma, animava este clássico programa com a ajuda do Cândido Mota, e da Rute Rita.

Quando se decidiu terminar o programa, o apresentador decidiu fazer algo fora do comum, surgindo com uma caçadeira e dando tiros nos electrodomésticos que serviam como prémio, e nalgumas partes do estúdio.

Lembro-me perfeitamente de estar a ver isto, de como as luzes do estúdio iam abaixo a cada tiro, da polémica que se seguiu, com pessoas a reclamarem dele estragar electrodomésticos, isto apesar do apresentador ter afirmado que aquilo eram artigos sem serventia.

Fica aqui vídeos do programa que ficou para a história.




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

... da colecção de cromos capas Spectrum das Pastilhas UV2

quinta-feira, novembro 08, 2018 0
... da colecção de cromos capas Spectrum das Pastilhas UV2

Quem fez esta colecção? Os cromos vinham numas pastilhas, as UV2, que depois colaríamos numa caderneta, que era somente uma folha. Eram reproduções de capas de jogos do Spectrum, e na folha eram prometidos vários prémios, que iam de um Walkman a um computador Spectrum, passando por relógios e jogos.










... do Jorge Cadete

quinta-feira, novembro 08, 2018 0
... do Jorge Cadete

Foi um dos meus jogadores preferidos do Sporting, um daqueles que identifico logo ao clube, um dos seus eternos capitães.

Jorge Paulo Cadete Santos Reis, nasceu a 27 de Agosto de 1968, em Moçambique, onde passou a infância a jogar descalço na rua com as outras crianças. Veio para Portugal aos 8 anos, indo viver para Santarém onde começou a jogar no Académico de Santarém, onde marcou uns impressionantes 43 golos em 18 jogos. Chamou a atenção do Sporting Clube de Portugal, para onde foi jogar em 1984, nos juvenis de Aurélio Pereira. Como tantos outros da altura, viveu no centro de estágios do antigo estádio José de Alvalade, onde aprendeu a viver e respirar Sporting.

A 1986 é lançado na equipa principal por Keith Burkinshaw, num jogo contra o Rio Ave, substituindo Marlon. Estreia-se a titular como extremo esquerdo, fazendo mais uns jogos até ser emprestado ao Vitória de Setúbal de Manuel Fernandes, onde formou dupla com Jordão e ajudou aos sadinos a chegar ao 5º lugar.

Voltou aos leões no ano seguinte, sendo uma aposta de Manuel José, que o colocou a jogar regularmente ao lado do seu ídolo, Fernando Gomes, que o ajudou a crescer como jogador. A década de 90 começou bem para Cadete, estreando-se pela selecção de Carlos Queiroz, enquanto que de leão ao peito faz um brilharete nas competições europeias. marcando 6 golos na Taça Uefa, ajudando a chegar aos quartos de final.


Por cá ajuda Gomes a chegar aos 29 golos, e começa a afirmar-se no 11, ajudando a isso as exibições na Europa, como contra o Timisoara, onde marca 3 golos na goleada por 7-0. Com a saída de Gomes, em 91/92, tornou-se a referência principal no ataque leonino, marcando 26 golos em 38 jogos e tornando-se o capitão da equipa. A prova da sua importância no Sporting, prova-se com o facto de que entrou no grupo restrito de jogadores a fazer 91 jogos consecutivos de leão ao peito.

Na época seguinte é o melhor marcador do campeonato, com 17 golos, e em 1993/94 faz a sua última época decente pelos leões, marcando 15 golos em 36 jogos, antes de começar a ser preterido por Queiroz, tornando-se o 6 jogador leonino a ser transferido para o estrangeiro, sendo emprestado ao Brescia.

As coisa não correm bem e volta para Alvalade, onde continua a ser ignorado pelo treinador, chegando ao ponto de não ser titular, mesmo quando era o único avançado disponível. Isso fez com que pedisse para sair, rescindindo e foi para o Celtic Glasgow, um pouco antes do Euro 96. Fez apenas 6 jogos, marcando 5 golos e conseguindo assim ser convocado para o Europeu em Inglaterra.


Marcou 2 golos por Portugal, e na Escócia fez uma época fantástica, com 25 golos em 31 jogos, tornando-se um ídolo dos adeptos, com direito a canção e tudo. Foi o primeiro jogador português a tornar-se melhor marcador num campeonato estrangeiro, é acarinhado por todos, mas mesmo assim decide sair para Espanha, tentar a sorte no Celta Vigo.

Num má decisão, já que as coisas não correm bem e decidem vendê-lo ainda nessa temporada, com o jogador a optar pelo regresso a Portugal. É contratado pelo Benfica em 1999, mas odiado pelos adeptos leoninos, e recebido com desconfiança pelos da Luz, acaba por ser emprestado a clubes como o Bradford e o Estrela da Amadora, saindo em 2004, fazendo apenas 19 jogos de águia ao peito, marcando 3 golos.

Ainda faz uns jogos nas divisões inferiores de Portugal e Escócia, acabando a carreira em 2007. Tem alguns negócios particulares falhados, fez uma academia de futebol, e participou no Big Brother famosos. Só recentemente voltou  a ser falado no futebol, entrando para uma das listas dos candidatos à presidência do Sporting.

Gostava da sua elegância dentro de campo, o seu cabelo, como uma juba, era uma marca registada, e vibrava com os seus golos de cabeça. Tive pena de não ter sido campeão quando formou dupla com Juskowiak, e de não ter um lugar na estrutura do Sporting.






domingo, 4 de novembro de 2018

... de brincar com Xilofone

domingo, novembro 04, 2018 0
... de brincar com Xilofone

O Xilofone é talvez o instrumento musical mais usado pelas crianças, tanto que muitos pensam ser somente um brinquedo mesmo.

Apareceu nas orquestras no Século XIX, e trata-se de um instrumento de percussão, com uma sequência de placas de madeira, ordenadas como se fosse um piano, com as placas de som mais grave à esquerda, e as agudas à direita.

É comum oferecer-se isto a crianças, todos coloridos, de madeira, plástico ou outro material. Quem tocou num xilofone?



Primeira e última imagem da colecção privada de Ana Trindade




















sábado, 27 de outubro de 2018

... do Pela noite dentro

sábado, outubro 27, 2018 0
... do Pela noite dentro

No tempo em que o cinema tinha presença constante na RTP, todas as sextas pelo final da noite podíamos ver um filme, mesmo antes do fecho de emissão.

Durante muito tempo a RTP tinha quatro dias em que emitia filmes, inseridos numa sessão cujos nomes ficaram para sempre na nossa memória. Já falei de dois, Domingo de tarde era dia de Primeira Matiné, onde mostravam filmes clássicos para todos, tanto podia ser uma comédia, como um musical ou uma cowboyada.

Na Quarta-feira, em horário nobre, era altura de blockbusters, filmes de sucesso, na rubrica Lotação Esgotada. Hoje falo do Pela noite dentro, que dava no final da noite de Sexta, onde eram transmitidos filmes um pouco mais violentos, ou um pouco mais picantes.

Filmes como o Rambo, ou alguns do Almodovar, por exemplo deram nesta rubrica. Confesso que era a que menos via das quatro, mas foi lá que vi alguns filmes que gostei muito. Terá sido transmitida entre a segunda metade dos anos 80 e o final dos anos 90.



Imagem retirada do blog Enciclopédia de cromos.









segunda-feira, 22 de outubro de 2018

... das Mães dos anos 80

segunda-feira, outubro 22, 2018 0
... das Mães dos anos 80

Volto a um memórias dos outros, desta feita com um texto da criadora do blog e página Mãe imperfeita. Vai-nos levar numa viagem emocional, onde iremos recordar como as nossas mães nos tratavam.

Carmen Garcia passou, como muitos de nós, por uma infância onde teve a mãe a esfregar-lhe vicks no peito, ou a dizer coisas como "o que arde, cura". Eu reconheço maior parte das coisas no texto dela, e ainda me lembraria de mais algumas, como o chamar pelo primeiro e segundo nome, quando já estava chateada. Vamos então ao texto:

Ser mãe nos anos oitenta era andar de carro com os filhos bebés no colo e colocar-lhes uma figa escondida no berço para afastar as invejas. Era enrolar-lhes uma ligadura à volta da barriga para o umbigo ficar bonito e não cair antes de tempo e dar-lhes uma colherzinha de água das pedras quando ficavam amarelos.

Ser mãe nos anos oitenta era deixar os filhos brincarem na rua, e desinfectar as feridas que faziam nos joelhos e cotovelos com água oxigenada e mercurocromo. Era dizer que “o que arde é que cura” quando os filhos se começavam a queixar mas, ao mesmo tempo, soprar para a ferida para aliviar o ardor. Era ameaçar os filhos com o chinelo e a colher de pau e muitas vezes, quando a ameaça era concretizada, ouvir um teimoso “não doeu nada”.

Ser mãe nos anos oitenta era fazer xarope caseiro com cenoura e açúcar, e esfregar vicks no peito e nas costas para aliviar a tosse. Era meter os filhos entupidos de toalha na cabeça a respirar o vapor saído directamente de um tacho de água a ferver e saber que o xarope melhoral não fazia bem nem mal.

Ser mãe nos anos oitenta era ensinar os filhos a irem sozinhos a pé para a escola e mandá-los “fazer mandados”. Era ceder de vez em quando e trocar a pescada cozida por uma lata de atum.

Ser mãe nos anos oitenta era mandar as crianças para a cama depois do Vitinho mas vê-los primeiro lavar os dentes e tomar o comprimido de fluor. Era aquecer um bocadinho de azeite para lhes esfregar a barriga quando doía e saber fazer papas de farinha torrada e açordas fervidas.

Ser mãe nos anos oitenta era amar os filhos acima de todas as coisas e fazer, a cada dia, o melhor com o que se tinha. Tal como hoje.

O amor de mãe é daquelas coisas que nunca mudam.

Não se esqueçam de visitar a página da Carmen, Mãe Imperfeita.


























segunda-feira, 15 de outubro de 2018

... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

segunda-feira, outubro 15, 2018 0
... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

No meu tempo, tínhamos na disciplina de trabalhos manuais, alguns ofícios ainda comuns, como trabalhar com madeira, azulejos, ou até o têxtil.

Para mim isso foi um pesadelo, já não tinha muito jeito para as outras coisas, mas tinha ainda menos vontade para isto. Muitas vezes dependia da ajuda das minhas primas, ou da minha mãe, para fazer os trabalhos. Quem mais não tinha jeito nenhum?