Ainda sou do tempo

quarta-feira, 20 de maio de 2020

... da Ana dos Cabelos Ruivos

quarta-feira, maio 20, 2020 2
... da Ana dos Cabelos Ruivos

A doce Ana conquistou-nos a todos, e foi um dos maiores sucessos no Agora Escolha.

Ana dos Cabelos Ruivos foi mais um daqueles desenhos animados carregados de emoção, seguindo as pisadas de tantos outros daquela década. Este Anime produzido em 1979 pela Nippon Animation, é baseado num livro de Lucy Maud Montgomery (Anne of Green Gables) de 1908, um livro que já vendeu mais de 50 Milhões de exemplares. Foram 50 episódios a mostrar a vida de Ana Silvestre, uma pequena menina orfã de cabelos ruivos. que tinha sido adoptada por dois irmãos idosos.

A história passa-se no Canadá, quando os irmãos Marília e Matias decidem adoptar um rapaz. Mas em vez disso quem aparece na quinta deles é Ana, que esbarra na indignação de Marília que não admite este engano, e apesar das súplicas da pequena orfã, vai até ao orfanato reclamar do sucedido. Pelo caminho ouve a história de Ana e comove-se de tal forma que decide ficar na mesma com ela, algo que deixa o seu irmão bem feliz, já que também ele tinha-se comovido com a pequena de cabelos ruivos.


Com o tempo contagia-os com a sua boa disposição, e os seus sonhos inocentes e encantadores. Mas não foi uma tarefa fácil, passando por diversos incidentes, alguns bem cómicos, e fazendo várias amizades pelo caminho. Algumas vezes até com pessoas que não simpatizavam com ela logo no começo, e por ferver em pouca água, chega a ter alguns dissabores na escola, algo que acaba por ultrapassar.

Estreou na RTP2 em 1990, e alguns anos mais tarde ganhou nova vida no Agora Escolha. Teve uma dobragem Portuguesa com nomes como Emília Silvestre, Jorge Mota, Paula Seabra, Jorge Mota ou Isabel Alves. A paixão por esta série é intensa, e a prova disso foi dada quando a Planeta Agostini decidiu lançar isto em dvd. Eles queriam usar a dobragem original, algo que só foi possível com a ajuda dos fãs. Estes ajudaram na recuperação do áudio de diversos episódios, já que a RTP não tinha isso em arquivo.

Ficou a faltar o primeiro episódio, mas tudo ficou resolvido quando grande parte do elenco regravou as suas falas, ajudando assim os fãs a terem uma colecção de fazer inveja. As meninas adoravam esta série, os sonhos de Ana e a sua inocência e energia conquistavam esse público, mas também não passava despercebido a alguns membros do sexo masculino, tornando-se por isso um grande sucesso.






terça-feira, 28 de abril de 2020

... Destas Sandálias

terça-feira, abril 28, 2020 2
... Destas Sandálias

quinta-feira, 9 de abril de 2020

... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

quinta-feira, abril 09, 2020 0
... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

Hoje deixo aqui uma memória de uma brincadeira, que muitos devem ter feito também.

Lembram-se de quando iam com os amigos procurar tubos de pvc, para depois fazer armas rudimentares? Usava-se depois para batalhas ocasionais, disparar contra pessoas que iam a passar na rua, carros na estrada, etc.

No meu bairro, era comum escondermo-nos na berma da estrada, no meio do mato e disparar contra quem ia a passar. Normalmente com caroços de azeitona, usando um tubo simples, ou fazendo algo mais complexo como nesta imagem. Quem mais fez disto?

Imagem de Paulo Amaro

terça-feira, 7 de abril de 2020

... do John McEnroe

terça-feira, abril 07, 2020 0
... do John McEnroe

McEnroe foi dos melhores jogadores de todos os tempos, deixando o seu nome na história do ténis.

John McEnroe nasceu na Alemanha, tendo se mudado cedo para Queens, nos Estados Unidos. Iniciou-se nos courts aos 8 anos de idade, demonstrando logo um talento inato para o jogo. Estreou-se como amador aos 18 anos no torneio de Wimbledon, indo até às meias finais (onde perdeu com Jimmy Connors), um recorde para um amador, e a melhor perfomance de sempre para um tenista que vinha das qualificações.

Dois anos mais tarde, em 1979, venceu o seu primeiro grande Grand Slam (US Open), tornando-se o mais jovem vencedor desde Pacho Gonzales em 1948. Nesse ano, teve ainda uma grande vitória contra Bjorn Borg (no WTC Finals), terminando o ano com 10 títulos com singular e 17 conquistas nos torneios de pares,  o que marcou um recorde para a época de estreia de um tenista.

O seu mau feitio levava a que discutisse frequentemente com árbitros, apanha bolas e até com o público. Isto ajudou-o a formar uma imagem de Bad Boy rebelde, completamente de acordo com a década que se iniciava, e onde ele iria se tornar um dos seus maiores nomes.

Teve 3 grandes rivalidades, com Bjorn Borg, com Jimmy Connors e ainda com Ivan Lendl, com alguns destes jogos a serem dos mais importantes e emocionantes deste desporto, o que levou a que o Ténis ganhasse outra dimensão para o público em geral.


                                    

Isto levou a que os seus primeiros tempos em Wimbledon fossem meio complicados, em 1980 foi bastante assobiado pelo público quando entrou para a final que ia ter contra Borg, que 
acabou por vencer este jogo, que é considerado por muitos como a melhor final de sempre em Wimbledon ,muito por causa do seu comportamento na meia final contra Connors.

No ano seguinte voltou a ter vida complicada neste torneio, foi multado por diversas vezes e a imprensa Britânica colocou-lhe a alcunha de SuperBrat, devido ao seu temperamento intempestivo. Foi neste ano que McEnroe usou por diversas vezes a frase "You cannot be serious", em direcção aos árbitros, algo que se viria a tornar a sua imagem de marca.

Em mais uma final contra Borg, o preferido dos Ingleses, o Americano saiu vitorioso, algo que voltou a repetir-se no US Open acabando assim uma rivalidade que tinha apaixonado todos os adeptos. Entre 1983 e 1985 foram os seus confrontos contra Lendl e Connors que dominaram as atenções do público, dando alguns excelentes espectáculos como a final de Roland Garros em 1984 entre Lendl e McEnroe, que Lendl venceu em cinco sets dramáticos e emocionantes.





Foi nesse ano que ele fez a melhor época de sempre no ténis profissional, com 82 vitórias e 3 derrotas, vencendo 13 torneios, 2 grand slams e foi o segundo na taça Davis. Nem a sua suspensão de 21 dias por causa do seu comportamento manchou essa época.

Foi um jogador que ajudou a revitalizar o interesse dos Americanos pela Taça Davis, o que levou o país a vencer duas finais em 1984 e 1985. Depois de um ano de pausa, McEnroe demorou a recuperar a sua forma, mas mesmo assim nunca teve longe do que se esperava de um jogador do seu calibre, vencendo categoricamente um Roland Garros em 1988, e estando sempre perto das finais nos outros Grand Slam. O seu mau feitio continuava em forma, sendo expulso do torneio Australiano em 1990 por insultar e ameaçar os oficiais desse grand slam.

Continuou a competir em bom plano até 1992, vencendo torneios importantes na categoria de pares, e tendo grandes jogos nos torneios singulares mesmo que não chegasse regularmente a uma final. Entrou para o Ténis Hall of Fame em 1999, trabalhando como comentador em diferentes estações televisivas, e tornou-se uma figura na importância que voltou a ser dada ao campeonato de veteranos, mostrando estar ainda em boa forma, e reeditando até algumas das suas maiores rivalidades.

É impossível ficar indiferente aos números da sua carreira, à qualidade do seu ténis e ao carisma da sua personalidade. Foi um dos meus tenistas preferidos e daqueles que ajudou a que eu me interessasse pelo desporto numa década onde foi possível ver tantos jogos bons e de grande qualidade. 
Era um jogador com uma técnica acima da média, um vólei fantástico e um mau feitio que o fazia ter explosões dentro do court, para o deleite de muitos.






terça-feira, 31 de março de 2020

... da série Sarilhos com elas

terça-feira, março 31, 2020 0
... da série Sarilhos com elas

Uma série bem divertida, com um elenco diferente do habitual.

Susan Harris criou a série Golden Girls, que mostrava que os mais velhos também podiam ser divertidos.Durou sete temporadas, que foram transmitidas entre 1985 e 1992, ajudando a quebrar alguns preconceitos que existiam acerca de personagens da terceira idade nas séries televisivas. Deu no horário nobre da RTP na segunda metade da década de 80, com o nome Sarilhos com Elas, mas tenho ideia que também cheguei a ver isto por volta da hora de almoço (ou pelo início da tarde).

Era frequente abordarem temas sexuais no programa, mostrando que apesar da idade que tinham, viviam uma vida activa e acreditavam, e que ainda tinham muito para dar e a sua vida não estava terminada. Todas as protagonistas venceram pelo menos um Emmy, e o programa foi também alvo de vários Emmys e Globos de Ouro.

A série mostrava quatro mulheres acima dos Cinquenta anos que viviam juntas na mesma casa, cada uma com a sua personalidade própria, mas unidas por uma grande amizade. Apesar de haver muitas discussões, devido a essas personalidades diferentes, acabavam quase sempre a abraçar-se ou a comer um bolo na cozinha.

Dorothy Zbornak (Bea Arthur) tinha um temperamento muito complicado, divorciada de Stanley (que tentava várias vezes a reconciliação) era um pouco amarga e algo desconfiada das coisas. Era a mais inteligente do grupo, e por vezes a voz da razão.

Sophia Petrillo (Estelle Getty) era a mãe de Dorothy que acaba por ir viver com ela e com as suas companheiras depois de um incêndio no lar onde vivia. Apesar da sua aparência frágil e idosa, esta era bastante desbocada, e tinha sempre uma resposta na ponta da língua. Criticava constantemente as companheiras da sua filha, com comentários mordazes e certeiros, que era raro não arrancarem uma gargalhada do público.

As duas companheiras de Dorothy não podiam ser mais diferentes, Blanche Deveraux (Rue McClanahan) era uma típica beldade sulista, toda atiradiça e extrovertida, que depois de enviuvar, decidiu viver uma vida sexual muito activa, e aparecia com um namorado novo em quase todos os episódios. 

Já Rose Nylund (Betty White)  era mais calma e ingénua, cheia de histórias estranhas sobre a sua terra natal, e sem o mesmo interesse por uma vida sexual activa que as suas companheiras tinham.

As atitudes exageradas de Sophia eram o que atraía muitos de nós nesta série, se bem que agora é das coisas que se calhar menos gostamos de ver, pelo exagero típico dos anos 80, que eram somente para provocar shock value, e que afastavam por vezes um pouco a atenção dos assuntos abordados nos episódios  que eram até bastantes interessantes e pertinentes.

Uma série de alguma qualidade, e que provou que não precisamos de ter só séries juvenis na nossa televisão Chegámos a ter uma versão Portuguesa das Golden Girls, que também era interessante e com um elenco de qualidade.





terça-feira, 24 de março de 2020

... do Fort Boyard

terça-feira, março 24, 2020 2
... do Fort Boyard

Um programa interessante, lembro-me de ver e ficar entusiasmado com as provas e os enigmas.

O Canal 4 (como era conhecida a TVI) transmitiu em
 1994 o Fort Boyard, aos Sábados depois da hora de almoço, numa tentativa de combater a jovialidade da SIC. Mas como sempre, optavam pela versão original, e com legendas. A língua francesa, em conjunto com um velho de barbas longas a ajudar nos enigmas, dava um ar  solene a tudo, apesar de ter também muita emoção, com as provas físicas.

O programa começava 
com uma música de genérico fenomenal, e víamos um grupo de concorrentes num bote a aproximar-se do forte, que se encontrava no meio do oceano. A sua missão era conquistar o ouro de Boyard, e para isso teriam que ir resolvendo os enigmas que ele lançava, ao mesmo tempo que tinham que ultrapassar algumas provas físicas. A emoção era intensa, com um cronómetro que mostrava o tempo limite que todos tinham para resolver cada prova/enigma.

O objectivo passava por apanhar várias chaves, que estavam em diversas celas pelo forte fora, existindo uma chave extra, no topo do forte, tendo que responder a um enigma para obte-la. Podia-se trocar concorrentes por chaves, ficando presos e impedidos de dar o contributo à equipa até o final do programa. Lembro-me que isto raramente dava bom resultado, já que era menos uma ajuda para as diferentes fases que o programa tinha. Um dos meus momentos preferidos era o do velho, as barbas compridas eram sinónimo de grande conhecimento e reverência nos anos 80, e adorava o seu tom de voz.

O programa teve várias versões nos mais diversos países, uma do Reino Unido alcançou bastante sucesso, e ainda hoje é lembrado com saudade por todos os que o viram. Por França costumam acontecer programas especiais com concorrentes famosos, sempre com sucesso.



















quinta-feira, 19 de março de 2020

... da Bia, a pequena feiticeira

quinta-feira, março 19, 2020 0
... da Bia, a pequena feiticeira

Recordo mais um daqueles desenhos animados que ficou na memória de todos.

Majokko Meg-Chan era o nome original do Anime, baseado num Manga criada por Akio Narita e Tomo Inoue, teve 75 episódios, entre 1974 e 1975. A RTP 2, na década de 80 e de 90. passou uma versão Europeia, neste caso da versão Italiana que tinha menos episódios, cerca de 65, ficando com o nome Bia, a Pequena Feiticeira.

A série era muito boa a nível gráfico, era um daqueles animes com inspiração europeia, mas mantendo a alma oriental. Neste desenho animado podemos ver as aventuras da Bia (Cláudia Cadina), uma jovem feiticeira que disputava o trono do reino da magia com a sua rival, Nádia (Helena Isabel). Uma particularidade engraçada era ver como as roupas reflectiam a personalidade das protagonistas, Bia estava sempre com cores suaves e leves, e Nádia tinha cores mais fortes, mais pesadas.


A Bia veio viver para a casa de Ana (Fernanda Montemor), uma velha feiticeira que decidiu viver no nosso planeta, e constituir família. Enfeitiçou o seu marido Paulo (António Semedo), e os seus filhos, para que estes considerassem a Bia como a filha/irmã mais velha da família. Existia ainda o bruxo Xoné (Adriano Luz) que devia vigiar o desempenho das pequenas feiticeiras, mas tinha na verdade outros planos.

Não me lembro de tudo dos episódios, nem via isto regularmente, mas lembro-me que me divertia com este desenho animado, e que ainda hoje consigo cantarolar a música do genérico, uma batida Italiana à Eurodance com uma letra Portuguesa divertida e interessante.

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

Assim também tu podes imitar a Bia
e fazer qualquer magia.
Aparecer desaparecer num sonho
e transformar a noite em dia.
Cavalgando uma estrela,
ou um arco íris sobre o mar.
Mas cantemos juntos a canção
da Bia para ajudar

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu