Ainda sou do tempo

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

... da Novela O Rei do gado

segunda-feira, janeiro 21, 2019 0
... da Novela O Rei do gado

Hoje recordo a novela Rei do Gado, um dos sucessos da Globo no final dos anos 90, com uma grande interpretação de Antônio Fagundes.

Rei do Gado estreou a 17 de Junho de 1996, estando no ar até 14 de Fevereiro de 1997, no mítico horário das 20h da Rede Globo. Por cá foi transmitida pela SIC, também em horário nobre, e assim como no Brasil, teve algum sucesso, notando-se especialmente na popularidade que o nome Luana ganhou no nosso país.

Não teve os números esperados, mas ainda assim foi das melhores da segunda metade da década de 90, e popularidade não lhe faltou, com as expressões das personagens a serem repetidas pelo público. No Brasil, chegou a ser alvo de discussão no Senado, pela forma como foram retratados senadores na trama, e o popular programa Casseta e Planeta fez várias paródias, com nomes como Rei Drogado, ou Rei Cagado. Por cá a popular Rádio Cidade fez o Rei Tardado.

A história é dividida em 2 fases, uma em 1943 e outra na actualidade, mostrando a trajectória de duas famílias de imigrantes italianos (que não se davam), os Berdinazzi e os Mezenga. Como em todas as tramas do género, os filhos apaixonam-se um pelo outro, e vivem um amor proibido. Tarcisío Meira e Antônio Fagundes eram os patriarcas, com Vera Fischer e Eva Wilma nos papeis das esposas, um elenco de luxo, que contava ainda com nomes como Leticia Spiller, Raul Cortez, Fábio Assunção e Patrícia Pillar em papeis secundários.

Não fui fã da novela, apesar de gostar do genérico, mas estas histórias de época nunca me puxam muito, mas recordo-me do brilharete do Fagundes, que para além de patriarca, continuou na novela quando passou para a actualidade, representando o seu neto.













sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

...das Caixas de plástico Edmar

sexta-feira, janeiro 18, 2019 0
...das Caixas de plástico Edmar
Era rara a cozinha portuguesa sem uma destas caixas de plástico da Edmar.

Uma empresa portuguesa, sediada em Leiria, que aproveitou a febre pelo plástico e lançou uma série de produtos, com o campeão de vendas a ser uma série de caixas para a cozinha. Açúcar, sal. pão, farinha, e muito mais, havia várias caixas para guardar de tudo um pouco. Lá por casa eram umas cremes.



Fotos retiradas de https://www.facebook.com/1900aprimorosacoleccao/












quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

... do Pit, o Coelhinho Verde

quarta-feira, janeiro 16, 2019 0
... do Pit, o Coelhinho Verde

Hoje recordo uns desenhos animados de produção nacional, as aventuras de Pit, o coelhinho verde.

Uma criação de Maria Tomásia Correia, Pit, o coelhinho verde, teve uma série de livros aos quadradinhos editados nos anos 70, com desenhos do seu marido, Fernando Correia. Na década de 90, a RTP decidiu criar uma série de animação baseada nestes livros, com a realização a cargo de Fernando Correia.

Foram 13 episódios, transmitidos entre 10 de Dezembro de 1994 e 29 de Março de 1995, ao sábado de manhã no Canal 1. Eram episódios com cerca de 10 minutos de duração, com Isabel Wolmar a dar a voz ao pequeno coelho Pit, para além de cantar a música do genérico. No elenco tínhamos ainda Rui de Sá, Fernanda Figueiredo e António Semedo.

Ramon Galarzza tratava da produção musical, nos estúdios da produtora do desenho, a Tobis. Os autores dos livros, voltavam aos seus papeis originais, com o argumento e diálogos a serem feitos por Maria Tomásia, e os desenhos por Fernando Correia.




alguma informação retirada do site Brincabrincando




domingo, 13 de janeiro de 2019

... do Ovo estrelado da carta de condução

domingo, janeiro 13, 2019 0
... do Ovo estrelado da carta de condução

Hoje deixo uma lembrança rápida, de algo que atormentava os que tinham acabado de tirar a carta, um dístico amarelo que tinham que colar no seu carro.

Era um autocolante com o número 90 dentro de um círculo amarelo, rodeado por um fundo branco, o que fez com que ganhasse o nome de "Ovo estrelado". Todos os que tinham carta há menos de um ano tinham que usar isto, e não podiam ultrapassar os 90 km. Existia um lado positivo, percebia-se logo quem tinha carta há pouco tempo, e por isso facilitava-se a vida a eles. Tiveram que usar isto?








quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

...da Rádio Comercial (anos 80)

quinta-feira, janeiro 10, 2019 0
...da Rádio Comercial (anos 80)

A Rádio Comercial faz 40 anos, e neste post deixo as minhas memórias desta estação, dos programas que ouvia na companhia da minha avó.

Já falei no blog de programas de rádio da Comercial, afinal era a estação preferida da minha avó, e eu passava muitos dias com ela. Lembro-me do problema que era ao mudar de posto, e depois não sintonizar a tempo para o que a minha avó queria ouvir.

Ruy Castelar era o seu preferido, o programa Café da manhã era ouvido com toda a atenção, e lembro-me dela ficar triste depois do programa ter terminado. Não me recordo bem do que se falava por lá, ficava a ler ou a brincar no chão, mas ainda hoje consigo reconhecer a voz do senhor, e que voz que ele tinha.

Depois ao almoço era tempo de Graça com todos, com os míticos Parodiantes de Lisboa, que confesso que me faziam rir de tempos a tempos. Eram piadas simples, num programa cheio de ritmo, e onde o anúncio às Chaves do Areeiro era uma presença constante.

imagem retirada do blog radio critica

Outro nome que me habituei a ouvir, foi o de Carlos Ribeiro, outro que a minha avó gostava de ouvir, e depois havia o Luís Pereira de Sousa, que eu adorava ouvir e ela não. Outro programa que ouvíamos juntos, era o quando o telefone toca. onde eu ficava muitas vezes a tentar gravar as músicas que mais gostava.

As poucas noites que passei na casa dela, fica-me na memória dois programas,O passageiro da noite, e o No calor da noite.  Como ouvia tanto a estação na casa dela. foi normal que na minha, ouvisse por vezes, o posto, se bem que na versão FM. Apanhei alguns como Todos no Top ou Rock em Stock mas o que gostava mais, era o Tardes de desporto ao Domingo. Nomes fantásticos, e onde tentava saber tudo sobre a jornada desportiva, e o meu Sporting.

Uma rádio fantástica, que voltei a acompanhar regularmente no final da década de 90, e que tantos bons momentos me proporcionou.








segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

... das lojas Por-fi-ri-os

segunda-feira, janeiro 07, 2019 0
... das lojas Por-fi-ri-os




As lojas Por-fi-ri-os eram muito populares, conhecidas pelas suas roupas coloridas e arrojadas, isto num Portugal ainda muito cinzento.

A marca nasceu no Porto nos anos 50, em Santa Catarina, fundada por Porfírio Augusto de Araújo, e a loja era conhecida como Porfirio das meias, por ser esse o produto mais vendido por lá. Existiam anúncios nos eléctricos, e chegou até a ser mencionado num filme português, o "A costureirinha da Sé", onde segundo o apresentador de um concurso, um dos prémios era gentilmente oferecido pelos Porfirios das meias.

A loja do Porto apresentava logo à entrada um espaço com meias, cintos e outro vestuário, e mais para dentro podíamos encontrar um corredor decorado com luz negra (como nas boites), onde se situava de um lado a roupa masculina, do outro a feminina.



A 5 de Dezembro de 1965, é inaugurada uma loja Por-fi-rios em Lisboa, na rua da Victória, pelos irmãos António e Luís Porfírio. conhecida como Por-fi-ri-os Contraste. Com a particularidade das empregadas se apresentarem de mini-saia, começou a ser alvo de romarias, principalmente pelos mais novos.

Na versão lisboeta mantinha-se a decoração com salas escuras, mas fazia-se um contraste com luzes psicadélicas, para acompanhar a música sempre bem alta, imitando as lojas de Londres.

A roupa colorida, inovadora, era uma pedrada no charco de um Portugal ainda muito cinzento. Como os dois irmãos visitavam as principais feiras de confecções na Alemanha, França e Reino Unido, apresentavam na sua loja roupas inovadoras, com os modelos mais modernos e irreverentes a virem de Londres.

O sucesso junto do público jovem era normal, lá podia-se encontrar calças boca de sino, mini-saias, collants coloridos, blusões e camisas estampadas e muitos anéis, colares, cintos, lenços para todos os gostos.

foto da página a primorosa colecção
Nos jornais e revistas enaltecia-se essa juventude e irreverência, comentava-se como a loja era um sucesso, sempre cheia, e trouxe a cor e jovialidade a um povo ainda muito sereno, mas cheio de vontade de se libertar e se divertir.

Deixavam assim de se vestir com roupa datada, tipo fardas, para se parecerem mais com os jovens do resto da Europa. O problema eram os mais velhos, com muitos pais a acharem as filhas parecidas com prostitutas, e os filhos uns hippies calões. Era também conhecida por ser uma loja com preços mais em conta, ao alcance de todos, e isso foi parte integrante para o seu sucesso.

Só foi perdendo gás no final do Século XX, fechando a de Lisboa e do Porto  no começo do Século XXI. Alguém aí comprou roupa lá?





Últimas fotos e alguma informação retirada do blog Restos da colecção.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

... do Sequim d'Ouro

quinta-feira, dezembro 20, 2018 0
... do Sequim d'Ouro

O Sequim d'Ouro normalmente dava no dia 25 de Dezembro, e nos anos 80 foi um clássico na RTP.

Zecchino d'Oro é um festival de canções infantis que foi para o ar pela primeira vez em 1959, inicialmente tinha somente canções Italianas, mas em 1976 decidiu-se começar a convidar outros Países, estabelecendo aquele que viria a ser o modelo do festival até aos dias de hoje. Um júri infantil decide quem merece levar o Sequim d'Ouro, prémio que era atribuído aos compositores da canção mas não aos intérpretes, algo que nunca achei muito justo.

Afinal as crianças (as estrangeiras) tinham que cantar a música na sua língua e também numa versão Italiana, algo nada fácil digamos, mas que muitas cumpriam na perfeição. Portugal conseguiu vencer um destes festivais, na sua segunda participação em 1980, com a música interpretada por Maria Armanda "Eu vi um Sapo/Ho visto un rospo", uma música que todos cantaram nos anos 80 e um clássico infantil.


Apresentado por Cino Tortorella, já retirado, o festival ganhou notoriedade ao passar na Eurovisão a partir de 1969, e ao contrário do Festival da canção, têm-se mantido fiel sempre ao seu modelo, recebendo da UNESCO a distinção "património para uma cultura de paz", na altura da comemoração dos 50 anos do programa.

A dada altura o festival teve um convidado especial, o Topo Giggio que ajudava os apresentadores do programa a entreter as crianças. Nunca fui fã deste tipo de festival, mas que remédio tinha eu senão ficar com a família a ver este grupo de crianças a cantarolar na tv.